Governo alemão proíbe exportação de armas para a Turquia

Leopard 2A4 do Excército Turco cruzando a fronteira da Sìria. O Leopard e suas modernas versões são uma das armas mais letais da Turquia em campo de batalha. Imagem via Turkish Army.

O governo alemão está interrompendo a exportação de armas para a Turquia. Berlim declara que a proibição se aplicaria onde houvesse suspeita de que armas poderiam ser usadas em sua operação contra curdos no norte da Síria.

Especialistas do mundo todo consideram a decisão um fiasco, pois a Alemanha sob o governo de Angela Merkel foi uma das nações que mais bem armou e treinou as Forças Armadas da Turquia nos ùltimos 20 anos, fornecendo aproximadamente 3x mais material do que para as pròprias Forças Armadas da Alemanha!

A ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, disse no sábado a um jornais alemães que o governo alemão está impedindo toda e qualquer exportação de armas para a Turquia.

“Dado o contexto da ofensiva militar turca no nordeste da Síria, o governo federal não emitirá novas licenças para nenhum equipamento militar que possa ser usado na Síria pela Turquia”, disse Maas ao Bild am Sonntag .

Maas disse que o governo alemão implementou uma rota muito restritiva para a exportação de armas para Ancara desde 2016, especialmente após a ofensiva militar turca contra a região de Afrin, no norte da Síria. No entanto, uma proibição de exportação de armas ainda não foi imposta de maneira efetiva.

A Alemanha exportou armas no valor de € 243 milhões (US $ 268 milhões) para a Turquia em 2018, representando quase um terço de todas as exportações de armas alemãs, de acordo com a Bild am Sonntag .

Em entrevista à diversos veìculos de midia na Europa, o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlüt Cavusoglu, disse que qualquer embargo a armas só tornaria a Turquia mais forte.

“Deixe-me colocar desta maneira: esta é uma questão vital para nós e uma questão de segurança nacional, uma questão de sobrevivência”, disse Cavusoglu. “Não importa o que alguém faça, não importa se é um embargo de armas ou qualquer outra coisa, isso apenas nos fortalece.”

“Quinze anos atrás, produzimos apenas 20% dos bens de que precisávamos, agora produzimos mais de 70% – tudo isso apenas nos fortalece”, continuou ele.

  • Com informações da Reuters Int. e AFP via redação Orbis Defense Europe.


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