Governo Argentino pune oficiais pelo naufrágio do submarino Ara San Juan

O submarino ARA San Juan desapareceu em novembro de 2017, ele foi encontrado pouco mais de um ano depois a uma profundidade de mais de 900 metros, cerca de 400 km da costa da Argentina.

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O submarino ARA San Juan, da Argentina, onde morreram 44 pessoas em 2017. Construído pela Alemanha, o submarino estava em uso desde 1983. Foto: Marinha Argentina, via AP

O governo Argentino resolveu punir, dois ex-chefes da Marinha pelo naufrágio ocorrido em 2017 pelo submarino ARA San Juan, que deixou 44 mortos.

O almirante da reserva, Marcelo Srur, recebeu “45 dias de prisão” por ter fornecido dados “incompletos” ao Ministério da Defesa, sobre o que tinha acontecido com submarino, “impedindo assim, que familiares dos tripulantes fossem informados com exatidão do acidente”, disse um comunicado do Conselho Geral de Guerra.

Já o ex-comandante da Divisão de Submarinos da Marinha, Claudio Villamide, foi demitido após ele ter sido considerado culpado pela “falta de cuidado e negligência com as tropas e equipamentos sob seu comando”.

Dois oficiais da ativa, o capitão Héctor Aníbal Alonso e o capitão da fragata Hugo Miguel Correa, foram detidos por 25 e 30 dias, enquanto um ex-chefe de uma base naval no sul do país foi detido por 15 dias. Duas outras pessoas foram absolvidas.

Luis Tagliapietra, pai de uma das vítimas, elogiou a notícia, mas disse que as sanções “ficaram curtas”. “Deveria ter havido outras demissões, mas de qualquer forma essas punições são importantes porque, estão vinculadas à investigação penal”, disse Tagliapietra à AFP.

Em novembro passado, um tribunal ordenou uma investigação para determinar se o ex-presidente, Mauricio Macri, e seu ex-ministro da Defesa, Oscar Aguad, deveriam ser também responsabilizados pelo acidente.

  • Com informações das agências TIMES / AFP