Governo chinês classifica presença de navio da Marinha dos EUA como ‘provocações deliberadas’

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O governo chinês acusou os EUA de terem “más intenções” no mar do Sul da China, depois que um navio da Marinha dos EUA entrou em águas disputadas nas proximidades das ilhas Spratly.

O porta voz do Exército de Libertação (PLA), coronel Li Huamin, ressaltou que o “navio tinha más intenções” e que o incidente ocorreu durante a tradicional festa de Ano Novo chinês, conforme noticiou o periódico local South China Morning Post.

Na ocasião, a China enviou patrulhas aéreas e marítimas para “rastrear, monitorar, verificar e identificar” o USS Montgomery (LCS8) quando navegava ao longo das águas disputadas, afirmou o coronel.

“O navio americano preparou provocações deliberadas, com más intenções, durante o tradicional festival de Ano Novo da China, em um ato descarado de hegemonia navegacional”, ressaltou Li.

O coronel também enfatizou que a China reivindica sua soberania “indiscutível” sobre as ilhas do mar do Sul da China e “não importa quantas provocações e armadilhas os EUA farão” já que “todo o esforço é em vão”.

Por sua vez, o porta-voz da 7ª Frota dos EUA no Pacífico, Joe Keiley, afirmou que a embarcação navegou de acordo com os “direitos e liberdade de navegação nas imediações das ilhas Spratly, como cita o Direito Internacional”.

As ilhas Spratly é alvo de conflito territorial entre China, Filipinas, Malásia, Taiwan e Vietnã. Pequim, por sua vez, reclama o direito de construir instalações militares na região, formada por diversas ilhas e arrecifes.

  • Com agências internacionais