Governo do Rio de Janeiro irá contratar militares da reserva para atuarem nas escolas do Estado

O Governo do Estado do Rio de Janeiro decidiu contratar mil militares reformados para os quadros da rede estadual de ensino. Eles ficarão nas portarias de escolas, desarmados, a fim de evitar que pessoas estranhas ao dia a dia, adentrem as unidades escolares sem aviso prévio. Eles também irão atuar na mediação de conflitos.

A ideia surgiu mês passado, logo após ter ocorrido o ataque à escola pública de Suzano, na Região Metropolitana de São Paulo, que terminou com dez mortos e um país em choque. O Programa ‘Cuidar’ terá ainda 45 policiais militares que, em dez veículos e 20 motocicletas, farão rondas pelos colégios. O custo do projeto, que deve entrar em vigor no segundo semestre, será de R$ 40 milhões por ano. Os recursos sairão do orçamento da educação.

“Nós trabalhamos muito para que não tivéssemos aqui nenhum tipo de violência como aconteceu em outros estados. Tenho certeza de que esse programa vai ajudar muito na mediação entre professor e aluno. É um programa de redução de conflitos nas escolas e de ampliação da participação dos pais nas escolas. Queremos que as escolas sejam o centro de convivência da comunidade”, afirmou Witzel.

Estado fará licitação

Os militares deverão ser egressos das Forças Armadas e terão um salário mensal de R$ 2 mil. Quase todas as escolas da rede, que conta com 1.222 unidades, terão o reforço. Já os Policiais Militares (PM) vão receber pelo Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis) para trabalhar na folga. A ronda será apenas nos colégios da Região Metropolitana.

O governo vai contratar, por meio de licitação e o edital será publicado ainda esta semana, segundo previsão da Secretaria estadual de Educação. A empresa vencedora é que irá selecionar os militares. Eles terão que passar por um treinamento que será oferecido numa parceria com a PM.

O secretário estadual de Educação, Pedro Fernandes, explicou que os militares vão ficar na portaria durante a entrada e a saída dos alunos. Fora desses horários, eles assumirão o papel de inspetor dentro das escolas. Ele não descartou, no entanto, que PMs possam ser chamados em situações de ameaças:

“Se tiver uma escola que precise, pontualmente, que um policial do Proeis fique por um determinado período, ele ficará. Mas só quando for uma excepcionalidade. Se a gente tiver uma ameaça real numa escola, colocaremos um policial armado lá”.

A proposta de levar agentes de segurança para dentro de escolas não é nova e já provocou polêmica. Em 2012, o governo estadual criou uma parceria entre as secretarias de Educação e Segurança, para que 400 policiais militares, via Proeis, patrulhassem 90 escolas da rede.

O projeto foi encerrado por falta de recursos, mas, na época, o Ministério Público do Rio decidiu investigar a medida. O termo de cooperação, de acordo com o MP-RJ, vigorou de 2012 a 2015 e teve um custo de R$ 147 milhões.

  • Com informações do site GazetaWeb


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2 COMENTÁRIOS

  1. Isso acarretará uma avalanche maior a corrupção principalmente em bairros de periferia onde a atuação da milícia é grande. Cito o Bairro Cerâmica em Nova Iguaçu, por exemplo. Aqui implantaram a Cia da PM no centro do Bairro, e de acordo com “todos” os moradores assaltos vem acontecendo todos os dias nos pontos de ônibus a partir da 04:30 até 06:30hs fora os roubos de carros e Cargas de cigarros e caminhos de bebidas. Eu em particular acredito que isso “Não” será favorável é mais impostos a ser criados e a defasagem da merenda escolar vai ficar pior.

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