Governo Federal firma acordo com Exército Brasileiro para construção de ferrovia na Bahia

Esta é a primeira vez, desde 1995, que um batalhão de engenharia do Exército Brasileiro assume uma obra ferroviária no país

O Exército Brasileiro irá assumir obras na ferrovia, assim como vem fazendo em estradas espalhadas pelo Brasil. Na foto equipes do Exercito trabalham na duplicação da BR-101 em Goiânia

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O Governo Federal e o Exército Brasileiro (EB), firmaram nesta sexta-feira (11) uma parceria para a construção de um trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), na Bahia. A concessão do empreendimento está sendo viabilizada pela Valec Engenharia, Construções e Ferrovias, empresa pública ligada ao Ministério da Infraestrutura.

O projeto da Fiol tem mais de 1,5 mil quilômetros e vai ligar Ilhéus (BA) a Figueirópolis (TO). A cerimônia de assinatura do termo de execução entre a Valec e o EB aconteceu em São Desidério (BA), com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro.

“Se lá atrás, com Juscelino [Kubitschek] houve investimento massivo nas rodovias porque o petróleo era barato, e isso era bom para aquela época, depois da crise do petróleo isso mudou, depois dos anos 70. Mas pouco gente pensou em investir em ferrovias. E nós optamos, antes de investir massivamente em ferrovias, em terminar as obras já começadas”, disse Bolsonaro.

Sobre os recursos para finalizar a obra, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, explicou que parte da outorga de prorrogação da Estrada de Ferro Vitória a Minas, da empresa Vale, cerca de R$ 500 milhões, será investido na aquisição de trilhos, “para garantir que não vai haver descontinuidade”.

Esta é a primeira vez, desde 1995, que um batalhão de engenharia do Exército assume uma obra ferroviária no país.

“Nós estamos retomando um trecho que estava parado. O Exército Brasileiro volta às obras ferroviárias depois de 20 anos. Nós não paramos absolutamente nada no momento da pandemia e isso foi muito importante porque mantivemos 1.200 pais de família trabalhando em um momento muito difícil”, afirmou o ministro da infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

Além disso, os recursos da prorrogação antecipada da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) serão utilizados para construir o trecho de Barreiras (BA) a Figueirópolis (TO).

“Então, vamos interligar Ilhéus à Ferrovia Norte-Sul. E como vamos fazer a ferrovia do Centro -Oeste, no Mato Grosso, em breve teremos uma concessão que vai pegar desde a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), em Água Boa (MT), no Vale do Araguaia, até o porto de Ilhéus. Vamos transformar o agronegócio brasileiro com essas ferrovias. Já temos uma ligação norte-sul, passaremos a ter a ligação leste-oeste. E isso é transformador para uma região que é onde o agronegócio mais cresce no Brasil”, disse o ministro.

O Comando Militar do Nordeste (CMNE) será o responsável pela obra e designou o 1º Grupamento de Engenharia para coordenar as operações. Militares do 4º Batalhão de Engenharia de Construção, de Barreiras/BA, e do 2º Batalhão Ferroviário, de Araguari/MG, serão responsáveis pela conclusão do lote de 18 km, entre Bom Jesus da Lapa/BA e São Desidério/BA. O prazo é de dois anos, ao custo de R$ 115 milhões.

* Com agências nacionais



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