Governo francês tacha ataque contra jornalistas em Burkina Faso de ‘ato terrorista’

Em nota, o governo oferece suas condolências aos familiares das vítimas, e manifesta sua solidariedade com Espanha e Irlanda.

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Forças de Segurança de Burkina Faso patrulham após o sequestro de três estrangeiros, que acabaram sendo assassinados, 27 de abril de 2021 © AFP 2021 / SIA KAMBOU

O governo francês condenou nesta quarta-feira (28) o ataque ocorrido nos últimos dias em Burkina Faso, que resultou na morte de dois jornalistas espanhóis e de um irlandês, e classificou a ação como um atentado terrorista.

“A França condena firmemente o ataque terrorista cometido em 26 de abril no leste de Burkina Faso, que causou a morte de dois jornalistas espanhóis e de um irlandês, e que também deixou feridos seis burkineses”, diz um comunicado emitido pelo Ministério das Relações Exteriores francês.

“Os responsáveis desses ataques devem ser identificados e julgados por suas ações. A liberdade de imprensa e a segurança dos jornalistas, assim como de todos os que contribuem para os debates públicos, são fundamentais e devem ser garantidas em todas as partes do mundo”, frisou o ministério.

Além disso, o governo reiterou que seguirá na luta contra o terrorismo junto com as autoridades de Burkina Faso. Na última segunda-feira (26), dois jornalistas espanhóis e um irlandês foram assassinados por um grupo armado em um parque natural, situado na fronteira entre Burkina Faso e Benin, enquanto documentavam as iniciativas do país africano para preservar a natureza e combater a caça ilegal.

Nesta quarta-feira (28), outro jornalista europeu, um suíço, sobreviveu ao ataque, junto com um militar burkinês. Segundo a fonte, o militar conseguiu se esconder na mata, enquanto o jornalista suíço fugiu para a capital Ouagadougou.

Assim como grande parte da região do Sahel na África Ocidental, Burkina Faso vive uma profunda crise de segurança pela presença de grupos armados vinculados à Al-Qaeda e ao Daesh (organizações terroristas proibidas na Rússia e em vários outros países), que realizam ataques contra alvos militares e civis, apesar da ajuda de forças militares francesas e das Nações Unidas.

  • Com agências internacionais