Governo Iraniano anuncia que irá enviar navios de guerra ao Oceano Atlântico

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O governo iraniano enviará navios de guerra ao Oceano Atlântico a partir de março, conforme informações de um comandante de alta patente nesta sexta-feira dia 4. A República Islâmica quer estender o alcance operacional de suas forças navais até as proximidades onde se encontra o Grupo de Ataque dos Estados Unidos. O Irã vê a presença de porta-aviões dos EUA no Golfo Pérsico como um risco à sua segurança. Neste contexto, a Marinha iraniana vem tentando se contrapor a isso com navegações próximas de águas americanas. Uma flotilha irá partir para o Atlântico no início do Ano Novo iraniano, que começa em março, informou o vice-comandante naval do Irã.

O Oceano Atlântico é longe, e a operação da flotilha naval iraniana pode levar cinco meses, disse o contra-almirante Touraj Hassani, segundo a agência de notícias estatal Irna. Hassani disse que o Sahand, um destróier recém-construído, será um dos navios de guerra envolvidos na operação. Teerã disse que o Sahand está equipado com um heliponto, armas antiaéreas e antinavios, mísseis terra-terra e terra-ar e equipamento para guerra eletrônica. Em dezembro, Hassani disse que em breve o Irã enviará de duas a três embarcações em uma missão à Venezuela.

Ainda no mês passado, uma autoridade militar iraniana de alta patente destacou que a Marinha pode navegar no Atlântico perto de águas norte-americanas porque os porta-aviões dos EUA tiveram permissão de circular em águas internacionais próximas do Irã. A Marinha iraniana ampliou seu alcance nos últimos anos, enviando embarcações ao Oceano Índico e ao Golfo de Áden para proteger navios iranianos de piratas somalis. Por meio de sua presença contínua em águas internacionais, as forças navais iranianas almejam implantar as ordens do comandante-chefe das Forças Armadas (o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei), exibir a bandeira da República Islâmica do Irã, frustrar os complôs da ‘Irãfobia’ e proteger as rotas comerciais — disse Hassani.

Uma guerra retórica entre Teerã e Washington se agravou desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, retirou seu país de um acordo nuclear de várias potências com o Irã, em maio, e readotou sanções contra os setores bancário e energético iranianos. O Irã alertou que, se não puder vender seu petróleo devido às pressões dos EUA, nenhum outro país regional poderá fazê-lo. O país ameaça interditar o Estreito de Hormuz, no Golfo Pérsico, por onde passa um terço de todo o petróleo que circula pelos mares do mundo. Nos últimos anos, houve confrontos periódicos entre a Guarda Revolucionária iraniana e militares norte-americanos no Golfo Pérsico, mas o número de incidentes diminuiu nos últimos meses.

*Com informações da agência de notícias Reuters

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