Há 76 anos os Pracinhas partiam para a guerra

O navio USS M.C. Meigs (AP-116) chegando no Rio de Janeiro - Domínio publico

Por: Márcio Sampaio de Castro

Um trem com numerosos vagões acaba de entrar na Vila Militar, no Rio de Janeiro. Soldados e oficiais que acompanham a chegada têm a impressão de que seu avanço pelo interior do quartel jamais terminará.

Nesse dia, 29 de junho de 1944, milhares de homens tomarão seus lugares no interior da composição para dar início à viagem que os levará para a guerra. Um ano e meio de treinamentos e preparativos terminava ali.

Ao contrário do que muitos esperavam, o Exército brasileiro havia sido capaz de formar uma divisão para representar o País na guerra mundial contra o nazi-fascismo, que já durava quase cinco anos. Conhecida como Força Expedicionária Brasileira (FEB), a divisão havia sido subdividida em três regimentos de infantaria – o 1º do Rio de Janeiro, o 6º de Caçapava, São Paulo, e o 11º de São João del-Rei, Minas Gerais.

Contava também com unidades de artilharia, engenharia, saúde e até com funcionários do Banco do Brasil, responsáveis pelo pagamento dos soldos da tropa em terras estrangeiras. No total, era uma força composta por mais de 25 mil pessoas.

Soldados da FEB/ Crédito: Divulgação

O medo de que submarinos alemães, alertados pelos espiões que acompanhavam o movimento dos navios no porto, pudessem atacar a embarcação que levaria os expedicionários, fez com que diversas medidas fossem tomadas para iludir o inimigo. Durante meses, os homens haviam feito exaustivos exercícios de embarque e desembarque, sem jamais ter a certeza de quando iriam seguir viagem.



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