Há 80 anos: Polônia era invadida pela Alemanha Nazista dando início a Segunda Guerra Mundial

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Soldados da Wehrmacht derrubando um posto de controle polonês na fronteira.

A invasão da Polônia pelos alemães mobilizou cerca de 1,5 milhão de soldados, apoiados por 3.600 blindados e 1.929 aviões. À Alemanha, que fora a maior derrotada na Primeira Guerra Mundial, havia perdido seus territórios ultramarinos, a Alsácia Lorena e parte da Prússia.

As altas indenizações impostas pelos Aliados causaram o colapso da moeda e desemprego em massa, fatores que, explorados pelos nazistas, contribuíram para o fortalecimento de Hitler no poder (assumido em 1933).

As relações entre à Alemanha e a Polônia já eram tensas desde a República de Weimar. Nenhum governo do Reich nem partido alemão concordava com a nova delimitação da fronteira leste do país (com um corredor polonês, neutro, separando o país da Prússia Oriental), imposta no Tratado de Versalhes.

Ambicionando as matérias-primas da Romênia, do Cáucaso, da Sibéria e da Ucrânia, Hitler começou a expansão para o Leste. Embora as potências ocidentais temessem o perigo nazista, permitiram seu crescimento como forma de bloqueio ao avanço comunista soviético.

Invasão da Polônia

A invasão da Polônia aconteceu oficialmente as 4h45min do dia 1º de setembro de 1939, ao tomarem a cidade portuária de Danzig, com o apoio do encouraçado Schleswig-Holstein. Os preparativos para este ataque à Polônia (chamados de Fall Weiss, ou Plano Branco), estavam em andamento desde abril de 1939.

Coube a Luftwaffe o suporte direto aos tropas em terra em seu avanço à capital polonesa, Varsóvia. A Luftwaffe iniciou a invasão procurado atingir os aviões inimigos ainda no solo ao mesmo tempo que faziam ataques a alvos terrestres para dar suporte aos exércitos que avançavam rapidamente.

Ataques conduzidos ao sistema ferroviário entre os dias 02 e 05 de setembro, por exemplo, levaram às ferrovias ao colapso. Os ataques diretos à Infantaria também foram constantes e a 13ª divisão polonesa foi exterminada quase que totalmente por ataques aéreos.

O ataque alemão foi justificado por Hitler como uma resposta a uma suposta agressão polonesa contra uma rádio alemã localizada em uma cidade fronteiriça.

A invasão fez com que Inglaterra e França declarassem guerra contra a Alemanha no dia 3 de setembro. Britânicos e franceses foram extremamente vacilantes em dar um ultimato a Hitler, mas discussões internas fizeram com que a guerra fosse declarada.

Essa declaração de guerra surpreendeu Hitler, que havia sido convencido pelas garantias de Ribbentrop, ministro das relações internacionais, de que a Inglaterra recuaria e não declararia guerra.

Os Aliados (nesse momento, Reino Unido e França) esperavam que a resistência polonesa suportasse o ataque alemão durante alguns meses, no entanto, em questão de semanas a Polônia desmoronou.

O sucesso dos alemães contra os poloneses foi explicado, em parte, pelo uso da ‘blitzkrieg’ (guerra-relâmpago), que era inovadora na época. Além disso, os militares poloneses adotaram uma estratégia de defesa equivocada, o que facilitou a vitória alemã.

Sem grandes problemas, os avanços continuaram em ritmo alucinante e, a partir do dia 17, quando os russos atacaram a Polônia ao leste, como parte do Pacto de Não-agressão teuto-soviético – a resistência cessou rapidamente.

No dia 25 de setembro, a Luftwaffe realizou um último raid sobre a cidade de Varsóvia que foi feito por insistência de Hitler que não queria que a capital caísse nas mãos soviéticas. No dia 28 as últimas resistências foram varridas e o Governo polonês deixou de existir.

Ao final da Campanha da Polônia, a Luftwaffe tinha perdido 285 aeronaves e teve danificadas outras 279, sendo que o total de mortos e desaparecidos foi de 759. Em troca a Luftwaffe ganhou a reputação como a “cruel” e eficaz arma da Wehrmacht, o que foi de extrema valia nas campanhas que se seguiram ao Oeste.

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