Helicóptero Fênix 08 da PMERJ é içado da Baia de Guanabara

Helicóptero sendo analisado após ser retirado da água Foto: Márcio Alves / Agência O Globo

O helicóptero Esquilo (Fênix 08) da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), que afundou na Baía de Guanabara na manhã desta segunda-feira após um pouso forçado, foi içado nesta tarde. Um guindaste foi utilizado na operação. O equipamento pesa mais de uma tonelada e foi encontrado com a cabine destruída. Quatro militares ocupavam a aeronave. Três estão fora de perigo e um morreu, por ter permanecido mais de 15 minutos submerso. O acidente foi ao lado da Linha Vermelha, no trecho perto do entroncamento da via com a Avenida Brigadeiro Trompowski, na Ilha do Governador. O acidente será apurado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

O helicóptero Esquilo Modelo HB-350BA, fabricado pela Helibras era pertencente ao Grupamento Aeromóvel (GAM) e realizava patrulhamento nas vias expressas. A ação estratégica, determinada pelo Secretário de Polícia Militar, Rogério Figueredo, teve início nesta segunda-feira. O reforço também conta com equipes de motopatrulhado Batalhão de Choque (BPChoque). PMs do motopatrulhamento foram os primeiros a ajudar no resgate dos colegas de farda. Três deles pularam na Baía e se aproximaram das vítimas a nado.

Sala de controle não recebeu comunicação

A Polícia Militar confirmou que não houve nenhum tipo de comunicação do  Fênix 08 com a sala de controle do GAM e segundo a corporação, não houve nenhum pedido ou aviso nesse sentido. O pouso forçado aconteceu cerca de 40 minutos após a decolagem, realizada às 8h20 em Niterói, onde fica a sede do GAM. Ainda não se sabe exatamente a que altura o helicóptero sobrevoava a região antes do problema. No entanto, de acordo com a PM, pela proximidade do aeroporto, há um limite de altura para sobrevoo, mas não soube informar qual. 

Equipamento foi içado com ajuda de guindaste Foto: Márcio Alves / Agência O Globo

O helicóptero Esquilo é o mesmo modelo do equipamento utilizado pela corporação para reforçar o patrulhamento nas praias durante a Operação Verão. Nessa ação, o helicóptero voa atrás da arrebentação e a uma altura de 100 pés, o equivalente a cerca de 30 metros. Mais cedo, o porta-voz da Polícia Militar, coronel Mauro Fliess, disse que dos sete helicópteros da corporação, quatro estão parados em revisão. Segundo ele, durante a Intervenção Federal, não houve investimentos em aeronaves, como aconteceu com carros blindados. O planejamento que está em curso, segundo ele, é a aquisição de novos helicópteros, que está em curso.

Pane mecânica pode ser causa, diz especialista

A pane mecânica é uma das hipóteses que podem explicar o pouso de emergência, segundo o especialista em desastres aéreos Ivan Sant’ana. Segundo ele, mesmo quando o motor do helicóptero para, ainda é possível conduzir a aeronave: A própria hélice funciona como um paraquedas. Ela suaviza, embora não muito. É muito comum haver sobreviventes, como houve nesse caso, porque o piloto continua tendo direcionabilidade horizontal. A água, perto da terra, é um bom ponto. Suponho que ele fez um pouso forçado. O modelo usado pela PM, segundo Sant’ana, é simples, e possui apenas um motor. No entanto, se adapta às atividades desempenhadas pela corporação.

Esse tipo é bem primário, só tem um motor, mas é ideal para patrulhar, por exemplo, a Linha Amarela, verificar tiroteio no morro. A polícia está quebrada, então, uma possível falta de manutenção pode ter provocado uma pane. Já o coronel da reserva da Aeronáutica, Franco Ferreira, afirma ser prematuro descartar a possibilidade de um disparo de arma de fogo ter provocado a queda da aeronave. Segundo ele, a perícia irá fazer uma investigação minuciosa. Você só consegue ver se levou tiro ou não se encontrar buraco. Estamos falando de 80 metros da margem da Maré, uma região muito complexa. Se não houver, aí a investigação precisa dissecar a aeronave e a manutenção que foi feita nela. Depois, vamos ver como estava a saúde mental do piloto.

*Com informações do Jornal O Globo
*Publicado em: 14/01/19
*Por: Giselle Ouchana e Renan Rodrigues





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