História e tradição marcam o desfile 7 de Setembro

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blankCom a finalidade de homenagear a Pátria no dia de sua independência e estimular o patriotismo entre os cidadãos, o tradicional desfile cívico-militar acontece nesta sexta-feira, dia 7 de setembro, onde será comemorado o 196º aniversário da independência do Brasil de Portugal, data declarada em 1822. As comemorações do Dia da Pátria tiveram início no século 19, de acordo com informações do Arquivo Histórico do Exército. Em 1947, o presidente norte-americano Harry Truman esteve no Brasil e acompanhou o desfile de 7 de setembro ao lado do presidente Eurico Gaspar Dutra, no Rio de Janeiro. 

Cultura militar

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Desfile de 7 de setembro em 1947 – Foto: Arquivo Nacional

Naquela época, o principal desfile ocorria naquele estado, então capital do país. Depois, com a criação de Brasília, passou a ser realizado no Eixo Rodoviário e, em seguida, no Setor Militar Urbano. Em 2003, a parada cívico-militar foi transferida para a Esplanada dos Ministérios, local onde ocorre atualmente. Assim, todos os anos, milhares de pessoas observam com curiosidade as tradições militares no desfile de 7 de setembro. A história de organizações militares mais antigas entrelaça-se com o contexto da vinda da Corte Portuguesa para o Brasil, em 1808, e com importantes momentos da biografia do país. O 32º Grupo de Artilharia de Campanha, grupo D. Pedro I, é uma organização militar situada em Brasília.

A unidade é responsável por manter as tradições históricas do país, do Exército e da artilharia brasileira. A organização militar possui relação com o passado por ser herdeira do Corpo de Artilharia Montada da Corte, primeira unidade de artilharia do Exército brasileiro. Criada pelo príncipe regente, em 1809, atuou em conjunto com o Regimento de Cavalaria de Guardas e o Batalhão da Guarda Presidencial nas batalhas para consolidação da independência. Antes denominada 1° Bateria Independente de Canhões Automáticos e sediada no Rio de Janeiro, a unidade militar foi transferida para Brasília em 1960. Em janeiro de 1974, transformou-se em 32º Grupo de Artilharia de Campanha (32º GAC).

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O 32º Grupo de Artilharia de Campanha, grupo D. Pedro I, é responsável por manter as tradições históricas do país. Foto: Tereza Sobreira MD

Após cinco anos, essa unidade foi escolhida para abrigar as tradições do Corpo de Artilharia da Corte. Na Bateria de Cerimonial Caiena, subunidade do 32º GAC, são preservados uniformes históricos e a seção composta por cavalos que podem pesar quase uma tonelada. Os animais das raças Percheron e Bretão são os responsáveis por tracionar objetos como uma cozinha histórica de campanha. “Todas essas tradições nós herdamos e hoje estão representadas pela Bateria Caiena no desfile de 7 de setembro”, destaca o coronel Lúcio Anderson de Azevedo Rocha, comandante da unidade militar.

Localizado no Setor Militar Urbano, o 32º GAC tem a atribuição de formar oficiais temporários de artilharia e de intendência e oficiais técnicos temporários. O grupo também forma militares para o apoio de fogo à 3ª Brigada de Infantaria Motorizada e conta com a participação de militares responsáveis por manter a Garantia da Lei e da Ordem (GLO), caso o 32º GAC seja acionado pela Presidência da República.

Regimento de Cavalaria de Guardas e o Grito da Independência

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Os Dragões da Independência são os responsáveis pela guarda do Palácio do Planalto. Foto: Gilberto Alves

Responsáveis pela guarda do Palácio do Planalto, os Dragões da Independência são soldados integrantes do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (1º RCG), do Exército. A unidade teve origem no 1⁰ Regimento de Cavalaria do Rio de Janeiro, que fazia a guarda de honra do Príncipe D. Pedro. O regimento testemunhou o grito de D. Pedro I, dado às margens do Riacho Ipiranga, dando início ao processo de Independência do Brasil. Os Dragões da Independência destacam-se pela imponência do uniforme histórico que vestem.

O traje da guarnição foi idealizado pelo pintor francês Jean Baptiste Debret, em homenagem à Imperatriz Maria Leopoldina. Em 1916, o 1⁰ Regimento de Cavalaria do Exército passou a chamar-se Regimento dos Dragões da Independência, usando a farda tradicional da Imperial Guarda de Honra. Além de realizarem a guarda das instalações presidenciais, os Dragões da Independência executam o cerimonial militar da Presidência da República, atuam em operações de Garantia da Lei e da Ordem (a cavalo), e mantem as tradições equestres do Exército.

Por Lane Barreto
Assessoria de Comunicação Social (Ascom)

Ministério da Defesa

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