Infantaria de Marinha Venezuelana receberá lote de Viaturas Blindadas Urutu modernizadas

Foto de arquivo: Mohamed Mansour

O site Army Recognition, publicou matéria recentemente dando conta que a Infantaria de Marinha do Armada Bolivariana (análogo ao Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil), em breve, estarão recebendo um lote de Viatura Blindada de Transporte de Pessoal (VBTP) EE-11 VE Urutu, que estão sendo modernizadas.

A Infantaria de Marinha opera aproximadamente 37 veículos Urutu, adquiridos nos idos de 1984, e relatórios recentes indicam que toda a frota está passando por um processo de modernização. Segundo ainda estes relatórios, as VBTP devem retornar ao serviço ativo no próximo ano.

Lançado em 2014, o programa de modernização tem um custo de aproximadamente US$ 25 milhões e envolve a substituição dos sistemas de motores, caixas de velocidades e suspensões dos veículos e a modernização de suas capacidades anfíbias e ópticas.

O programa foi implementado principalmente pelas instituições militares-industriais estaduais da Venezuela, com novos componentes provenientes de empresas internacionais.

O EE-11 O Urutu é um veículo blindado anfíbio de fabricação brasileira, baseado no chassi da viatura blindada EE-9 Cascavel, e surgiu inicialmente como parte de um projeto para se desenvolver um transporte de tropas anfíbias para o Exército e Fuzileiros Navais do Brasil.

O Primeiro modelo de pré-fabricação a entrar em serviço com os Fuzileiros Navais, foi em 1973 e a produção em série começou no ano seguinte. Enquanto os Fuzileiros se recusaram a adotar o Urutu, o Exército Brasileiro (EB) comprou 223 unidades que entraram em serviço a partir do ano de 1975. O Urutu foi o primeiro veículo blindado totalmente anfíbio desenvolvido no Brasil.

Os Urutus provaram ser extremamente popular no Oriente Médio, particularmente na Líbia e no Iraque, onde os quais compraram um grande número para complementar suas frotas de carros blindados Cascavel. O Iraque implantou seu Urutus durante a Guerra Irã-Iraque, que se tornou, de fato, um campo de provas para o modelo de veículo.

Mais tarde, diversas variantes especializadas foram desenvolvidas para fins de segurança interna, recuperação de veículos, defesa aérea, transporte de carga e evacuação médica.

Uma variante híbrida foi modificada para aceitar o mesmo canhão de 90 mm montado em torre, igual ao Cascavel. Esta versão foi comercializada sem sucesso para o Exército dos Estados Unidos como o nome de Uruvel.





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