Investigação da Força Aérea dos EUA conclui que queda de A-29 Super Tucano fora por perda do controle da aeronave pelo piloto

A investigação realizada pela Força Aérea dos EUA sobre as causas que levaram a queda de um A-29 Super Tucano, da Embraer, durante testes realizados em junho do ano passado, foi de que o piloto da Marinha executou uma manobra brusca e o mesmo não conseguiu retomar o comando culminando com a colisão ao solo e sua iminente morte. O tenente Christopher Carey Short, morto no acidente do dia 22 de junho de 2018, enquanto pilotava o avião A-29 sobre o Red Bombing Range perto da Base Aérea de Holloman, Novo México, realizou uma manobra brusca na aeronave, enquanto realizava parte dos testes requeridos pela Força Aérea.

A causa de sua morte, fora do impacto ao solo após ele ter demorado na sua ejeção, mostra a investigação, datada de 4 de outubro de 2018, e divulgada nesta sexta-feira, 22. Seu oficial de sistemas de armas, conseguiu ejetar-se e apenas teve ferimentos leves. De acordo com a investigação, a missão de voo envolvia o lançamento de bombas. Short supostamente lançou suas bombas GBU-12 Paveway II de 500 libras e efetuou disparos de foguetes e munição calibre .50 sobre os alvos. Foi durante esse processo de descida sobre o alvo que ocorreu o acidente.

A primeira corrida sobre os alvos, foi para lançar uma bomba Paveway II no alvo em terra do lado esquerdo. Após a liberação da munição, Short tentou um giro de 180 graus para a direita. “Ele exacerbou a tendência de rolagem da aeronave (originando perda de comando e consequentemente a queda), causada pelo lançamento da GBU-12, fazendo as entradas corretas de aileron e leme enquanto aplicava 1,47 g positivo”, afirmou o relatório. “Isso resultou em um rolamento rápido para a direita, seguido por um mergulho espiral descontrolado.”

A tripulação tentou quatro vezes recuperar-se do mergulho antes de desistir e tentar as ejeções. O “supercontrole” do piloto resultou em um mergulho, onde os investigadores descobriram que ele também falhou ao “aplicar as tentativas do controle de recuperação adequadas” após o mergulho ter começado. Além disso, o presidente do conselho de investigação descobriu que o seletor do assento ejetável permaneceu em modo “único” durante o acidente. Isso significa falhas de comunicação entre a tripulação que “contribuíram substancialmente para a fatalidade”, concluiu o conselho.

Short era piloto da Marinha, tinha mais de 11 horas de voo no A-29 e mais de 1.000 no F/A-18 Hornet. Era descrito como um piloto bem qualificado e maduro. Seus comandantes e tripulantes o descrevem como “um piloto muito profissional e com uma alma sábia, mas não propensa a correr riscos desnecessários”, escreveram os investigadores. A manipulação as operações de voo em dois tipos diferentes de aeronaves de ataque leve durante os testes, podem ter contribuído para o aparente erro de cálculo da tripulação, indica a investigação.

“Uma tripulação do AT-6 realizou a mesma curva de 180 graus oito dias antes do acidente”, disseram os investigadores. “No entanto, foi algo não tão testado no A-29, particularmente em velocidades relativamente lentas. A tripulação acidentada fez uma escolha errada de ação, quando eles decidiram apenas antes de iniciarem o lançamento da bomba, onde a velocidade aerodinâmica encontra-se mais lenta que a normal, e que foi seguido por um giro de 180 graus na direção da asa direita pesada, sem compensar a assimetria. “

Depois do acidente fatal, a Força Aérea suspendeu os testes das aeronaves AT-6 e o ​​A-29 como praxe de segurança. Enquanto as autoridades disseram na época que o acidente não significaria o fim do esforço na busca por uma aeronave de ataque leve, o planejamento, desde então, estagnou. Não está claro se a Força Aérea planeja retomar sua busca ou não por este tipos de aeronaves.

  • Com informações do site Military.com
  • Tradução e Adaptação: DefesaTV

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