Investigadores russos apuram roubo de fuzis Kalashnikov em fábrica na Venezuela

Durante a construção da fábrica de fuzis Kalashnikov, por parte do grupo Rostec na Venezuela, descobriu-se que fuzis foram roubados na época. “A Rostec detectou roubos e se dirigiu à procuradoria e ao Serviço Federal de Segurança (FSB, antiga KGB). Realizamos uma inspeção, e detectamos que os roubos realmente aconteceram e foi aberto um processo penal”, afirmou nesta quarta-feira (17) o chefe da Procuradoria-Geral da Rússia, Dmitri Demeshin.

Dmitri lembrou que as fábricas estão sendo construídas na Venezuela “com base em acordos de comércio exterior” e são compostas por linhas de produção de munição e fuzis. Segundo Demeshin, atualmente o processo está em fase de “investigação ativa”.

Em fevereiro, o diretor-geral da Rostec, Serguei Chemezov, informou que as obras da fábrica terminariam antes do fim do ano, mas veículos de imprensa russos indicaram, em janeiro, que a construção foi adiada diversas vezes em razão de escândalos de corrupção.

O ex-senador russo Serguei Popelniujov, cuja companhia estava a cargo do projeto, foi condenado pelo roubo de cerca de US$ 16 milhões. A defesa de Popelniujov alegou que as fábricas não foram construídas no prazo previsto em razão da hiperinflação que afeta a Venezuela.

O governo venezuelano é o maior comprador de armas e equipamento bélico russo da América Latina, já que a Rússia outorgou a Caracas créditos para as aquisições. Os contratos de cooperação técnico-militar entre Rússia e Venezuela ultrapassam US$ 11 bilhões.

  • Com informações da agência de notícia EFE

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