Irã afirma estar pronto para se defender, em meio as tensões com os EUA no golfo Pérsico

O comandante do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica afirmou que o Irã não se preocupa com qualquer potência estrangeira

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No ultimo dia de 2020 (31), o Pentágono anunciou que o grupo de ataque de porta-aviões liderado pelo USS Nimitz, o único porta-aviões dos EUA no Oriente Médio, irá deixar a região após quase dez meses.

O comandante do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC), major-general Hossein Salami, afirmou que o Irã não se preocupa com qualquer potência estrangeira, ressaltando estar preparado para defender independência iraniana.

Segundo o jornal local Tasnim, o comandante afirmou que: “O Irã não tem preocupações. Nós estamos prontos para defender nossa independência, nossos interesses vitais e nossas conquistas da nossa grande Revolução, como demonstramos nos últimos 41 anos (…) Hoje, não temos problemas, preocupações nem inquietações para enfrentar qualquer potência militar”, enfatizou.

Além do mais, o major-general iraniano sugeriu que a recente decisão dos EUA de fortalecer as atividades militares no golfo Pérsico e no mar de Omã está ligada ao “grande erro” de assassinar o major-general Qassem Soleimani, comandante da Força Quds, e ao medo de uma possível reação iraniana no aniversário da morte de Soleimani.

“O árduo caminho da vingança é o caminho do colapso do regime sionista, da dominação política americana sobre a região e da expulsão dos EUA da região”, ressaltou. As declarações de Salami surgiram após o anúncio do Pentágono sobre a retirada do Grupo de Ataque do Oriente Médio.

A tensão entre Irã e EUA aumentou no dia 20 de dezembro, quando oito foguetes atingiram a Zona Verde de Bagdá, onde fica a embaixada dos EUA.

No dia 31 de dezembro, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, afirmou que a inteligência do Iraque indicou que EUA estão “conspirando para fabricar um pretexto para a guerra” com o Irã.

Já no dia 30 de dezembro, o Comando Central dos EUA anunciou o envio de bombardeiros estratégicos B-52H ao Oriente Médio para enfatizar “o compromisso dos militares norte-americanos com a segurança regional”.

  • Com agências internacionais

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