Israel anuncia novos testes “bem sucedidos” do sistema antimíssil Arrow-2

O ministro da Defesa de Israel, Benny Gantz, disse que os ensaios com os aparelhos de intercessão Arrow-2 são parte dos esforços tecnológicos de Israel, garantindo “que o país vai estar sempre um passo à frente em relação aos inimigos”.

O evento ocorreu durante a última noite no centro de Israel e contou com a colaboração da Agência de Defesa de Mísseis dos Estados Unidos. O Arrow-2 faz parte do multissistema desenvolvido por Israel na defesa contra foguetes disparados de Gaza ou do Líbano, assim como contra os mísseis de longo alcance do Irã.

Todo o sistema inclui o Iron Dome, David’s Sling e Arrow-3 e, no conjunto, tem um alcance capaz de responder a ameaças fora da atmosfera.  Israel e os Estados Unidos efetuaram testes conjuntos do Arrow-3 em 2019 no Alasca.

A tecnologia israelense foi desenvolvida pela empresa Israel Aerospace Industries (IAI) e pelo empresa aeronáutica dos EUA Boeing e encontra-se operacional desde janeiro de 2017.

A primeira versão do Arrow-2 já se encontrava em utilização, nomeadamente contra os mísseis da Síria.  O multissistema de defesa foi desenvolvido para fazer face a um eventual futuro conflito que pode ter como alvo todo o território de Israel.

Moshe Patel, que dirige o sistema de defesa antimíssil do Ministério de Defesa de Israel, referiu que o Irão é a principal ameaça, mas sublinhou que “o Arrow pode enfrentar ataques do Irão, da Síria ou de qualquer outra parte”.

O anúncio sobre os testes de armamento de Israel ocorre no mesmo dia em que foram bombardeados vários pontos do Hamas na Faixa de Gaza em resposta ao lançamento de balões incendiários sobre território israelita, que provocou incêndios que queimaram 300 hectares.

De acordo com o Exército israelita, os alvos do bombardeamento foram um complexo militar utilizado pela Força Naval do Hamas, um infraestrutura subterrânea e postos de observação.

Fontes do Hamas disseram à agência EFE que os bombardeamentos, que atingiram o sul do enclave, não provocaram feridos.

As dezenas de balões com material explosivo ou incendiário, geralmente lançados por grupos de jovens palestinianos de cara coberta, provocaram na quarta-feira, pelo menos 24 fogos em território israelita, e no dia anterior cerca de 70 incêndios.

Na madrugada de hoje, o COGAT (organismo militar israelita para a coordenação das atividades nos territórios palestinianos) anunciou que “após consultas com as autoridades”, incluindo o ministro da Defesa, foi determinada a suspensão das importações de combustível a Gaza, por causa dos últimos ataques com balões.

Por outro lado, a Associação de Pescadores de Gaza disse na quarta-feira que – apesar da zona marítima de pesca corresponder a 15 milhas náuticas -, os navios militares israelitas limitaram a faina a uma zona que não ultrapassou as oito milhas.

Desde a semana passada que se intensifica a tensão na região de Gaza pondo em risco o frágil acordo de cessar-fogo estabelecido em junho e que apesar dos últimos acontecimentos ainda se mantém em vigor.

  • Com informações do Jornal Minuto ao Minuto (PT)


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