Japão preocupado com atividades militares da China, Russia e Coreia do Norte

O Ministério da Defesa do Japão confirmou nesta segunda-feira dia 3, que 28 navios de guerra da Marinha Russa, atravessaram o canal de Soya, ao norte de Hokkaido. Embora muitos países como a China, a Coreia do Norte e a própria Russia realizem exercícios militares próximos ou dentro das águas territoriais de outros países, este caso foi considerado como “incomum” pelo governo japonês, pela quantidade de navios sendo considerado como o maior exercício militar realizado desde o fim da Guerra Fria. As embarcações russas receberam um sinal de alerta emitido pela Força de Autodefesa da Marinha do Japão e não adentraram em águas japonesas.

O aumento das atividades militares de China e Russia e a “ameaça iminente” que a Coreia do Norte representa, o Japão se encontra em um entorno de segurança difícil, afirmou o Ministro da Defesa, Itsunori Onodera. “A China aumentou rapidamente sua força de ação e intensificou suas atividades militares nos espaços aéreo e marítimo de nosso país, para o qual se tornou uma preocupação maior”, disse Onodera em um discurso aos principais comandantes das Forças de Autodefesa do Japão.

O Ministro, citou como exemplo de ativismo militar chinês as operações aerotransportadas ao redor do Japão e a presença de submarinos nucleares perto de pequenas ilhas em disputa. Onodera fez as declarações no momento em que o governo japonês tenta melhorar as relações diplomáticas com a China e o primeiro-ministro Shinzo Abe, prepara uma visita a Pequim em outubro. Em 2012, quando chegou ao poder, Shinzo Abe adotou um tom firme nas disputas territoriais do Japão com a China.

Recentemente, no entanto, o Premier suavizou a retórica e pediu a Pequim que pressione a Coreia do Norte para abandonar seus programas nuclear e de mísseis. Onodera afirmou que a Russia ativa suas forças militares de forma preocupante, em referência às manobras que as Forças Armadas russas pretendem desenvolver em breve nas Ilhas Kuris, que o Japão reivindica. O ministro japonês também reiterou que a Coreia do Norte continua sendo uma “ameaça séria e iminente” para o Japão, apesar das negociações sobre a desnuclerarização com o governo dos Estados Unidos.

*Com informações de agências de notícias internacionais

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