Joe Biden, relações Brasil-EUA e o “pacto” com o globalismo

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Imagem ilustrativa via redação OD.

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Com a notícia de que Joe Biden recebeu um documento que sugere embargos comerciais e outras medidas restritivas contra o Brasil, se torna mais claro aquilo que, na verdade, deveria ser óbvio: é impossível que o Brasil se torne uma nação que faça jus ao seu grande potencial se ficar dependendo dos EUA, ou de qualquer outro país. Apostando numa aliança total com os EUA de Donald Trump, o Brasil agora arrisca perder tudo que construiu em acordos com o ex-presidente.

O documento abusa do linguajar globalista ao dizer que a relação entre Tump e Bolsonaro legitimava o autoritarismo, e que o Brasil está violando direitos ambientais e humanos. No entanto, somos um dos países que melhor preserva seu meio-ambiente no mundo, e os EUA são um dos países que mais viola direitos humanos pelo mundo. Portanto, a hipocrisia é flagrante. Vejamos o seguinte trecho de reportagem sobre o dossiê:

“’O governo Biden-Harris não deve de forma nenhuma buscar um acordo de livre-comércio com o Brasil”, frisa o dossiê, organizado em 10 grandes eixos: democracia e estado democrático de direito; direitos indígenas, mudanças climáticas e desmatamento; economia política; base de Alcântara e apoio militar dos EUA; direitos humanos; violência policial; saúde pública; coronavírus; liberdade religiosa e trabalho”.

Para ser “aceito” pelos EUA, o Brasil deve abandonar sua soberania sobre seu próprio país, sobre seu Estado, sobre suas políticas econômicas e até de saúde pública, ou então não poderá haver livre comércio Brasil-EUA. Podemos considerar que cada nação tem direito de comerciar ou não com outra nação, utilizando os critérios que bem entender, porém Biden pretende não só cortar acordos comerciais como juntar outros países do mundo contra o Brasil! Num tweet recente, Kamala Harris declarou:

“O presidente do Brasil, Bolsonaro, deve responder por essa devastação. A Amazônia cria mais de 20% do oxigênio do mundo e é lar de um milhão de pessoas indígenas. Qualquer destruição nos afeta a todos.”

Ou seja, a pauta da internacionalização da Amazônia, meta de ONGs e governos há muito tempo, retomada em 2019 por Emmanuel Macron, agora é incentivada pela vice-presidente dos EUA. E, ainda, é importante deixar claro que a Amazônia não produz 20% do oxigênio do mundo, sendo essa mais uma informação falaciosa.

Como já dissemos antes, não somos contra o ambientalismo e a preservação ambiental, mas somos contra o uso globalista que é feito do ambientalismo como forma de chantagem política contra o Brasil, visando impedir seu desenvolvimento. Essa é a verdadeira intenção de Biden, Harris, Macron e companhia. Tudo isso sendo aplaudido pela esquerda brasileira e mundial, que nessas horas esquecem qualquer “luta contra o capital” e se aliam às maiores corporações e capitalistas mundiais, pois todos eles ecoam esses discursos e financiam ONGs para esse fim, e esquecem também os diversos atos de guerra que Joe Biden cometeu ao longo de sua carreira. Quando um político faz um “pacto” com o globalismo, todos os seus crimes são perdoados, inclusive o racismo.

Enfim, o que fica claro depois de tudo isso é a necessidade de um direcionamento verdadeiramente nacional e soberano para o Brasil, que conduza o país para um destino que esteja à altura de sua grandeza. Mesmo com Donald Trump, a única coisa que conseguimos em nossas relações com os EUA em 4 anos foi apenas sermos considerados aliados. Não houve benefício objetivo, e muito menos haverá agora com Joe Biden. É hora de sermos verdadeiramente independentes. Se isso não ocorrer, continuaremos sendo manobrados e saqueados pelo globalismo e viraremos um território sob jurisdição internacional.

Link para a publicação original: https://accale.org/blog/2021/02/04/joe-biden-relacoes-brasil-eua-e-o-pacto-com-o-globalismo/?fbclid=IwAR1kGafp5aOvr8jlb0PY9XKXgWNoDPe0TtYhG6neU-Dcabk1NlNNFlpI6iQ



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