Macron quer usar Exército contra manifestações e Embaixadas Americanas declaram alerta de segurança ao pessoal civil e militar

French Army soldiers patrol in front of the Eiffel Tower as part of the Operation sentinelle in Paris on September 29, 2016. / AFP PHOTO / PHILIPPE LOPEZ

Desde as crescentes manifestações populares contra o governo de Emanuel Macron a situação sò tem piorado na França; distúrbios por todas as principais cidades, cenas de vandalismos e violência policial contra manifestantes pacíficos enquanto gangues de delinquentes e anarquistas black block saqueiam e destroem lojas e monumentos públicos na capital e em outras cidades importantes, este tem sido o cenário das manifestações do movimento “Gilets Jaunes” (coletes amarelos) que realizam manifestações todos os sabados desde novembro do ano passado, quando o movimento começou oficialmente como um mega-protesto popular contra as politicas do Governo Macron e da União Européia.

Devido ao crescimento do movimento depois de uma atenuação durante o período de férias escolares de inverno, o governo voltou a enfrentar grandes manifestações que são amplamente divulgadas na internet e em médias de outros países, o que leva ao descrédito do Governo Macron em suas alegações de um desinteresse geral e que o movimento em si é responsável pelas cenas de vandalismo e violência; Sobram provas de violência policial contra manifestantes pacíficos enquanto gangues de delinqüentes e outros extremistas de movimentos políticos (black blocks, anarquistas e imigrantes ilegais) agem impunemente diante das forças de ordem.

Diante desse cenário o Presidente Macron e o seu Ministro do Interior Christophe Castagner decidiram convocar o dispositivo militar “Operation Sentinelle” da Armée de Terre (Exército Francês) para inicialmente efetuar a segurança de todos os prédios públicos em Paris, liberando assim o contingente policial que efetua essa segurança predial para atuar junto à tropa mobilizada para a repressão das manifestações que por força de leis e situações de manipulações politicas, estão praticamente proibidas desde o começo do movimento*.

Uma imagem que correu o mundo e que està sendo usada como justificativa para a repressão às manifestações foi essa de uma viatura do Exército que foi queimada. Porém diversas imagens registradas mostram que foi uma ação de “Black Blocks” alheios aos Gilets Jaunes, e, que pior de tudo, tiveram sua ação de vandalismo não reprimida por forças da Policia que assitiram tudo à pouca distância do local. Foto de Zacharia Abdelkafi, AFP.

Porém, o que está causando polêmica é se o Presidente Macron irà dar ordens para essas forças militares regulares efetuarem ações de repressão direta aos manifestantes civis, algo que está causando polêmica e extremo desconforto entre as lideranças militares, pois muitos não foram consultados sobre essa decisão do Governo Macron e de seu Ministro do Interior Castagner, que até agora não deixaram clara a situação do emprego das tropas, pois muitas ordens estão sendo efetuadas sem seguir o procedimento da escala hierárquica padrão.

Alerta da Embaixada dos USA na França e Alemanha

De acordo com diversos especialistas e com informações de amigos militares que estão nas bases e outras representações dos Estados Unidos na Europa, se um alerta como esse foi declarado, é que existem sérios riscos reais nas próximas semanas, semelhantes aos de outras manifestações ocorridas na Alemanha quando a comunidade árabe residente na Alemanha efetuou protestos diante de bases militares e perseguiram pessoas consideradas como americanas ou apoiadores das atividades militares dos USA em território europeu.

 

Entre as principais orientações do alerta para americanos na Europa estão as recomendações de evitar o território francês, evitar grandes centros urbanos mesmo na Alemanha e até mesmo a discrição no uso de fardas e vestimentas que evidenciem a nacionalidade americana.

Sobre o dispositivo da Operation Sentinelle

O dispositivo “Operation Sentinelle” foi acionado em 2015 quando da ocorrência dos atentados terroristas islâmicos em Paris ao Jornal “Charlie Hebdo”, mas na prática apenas foi uma intensificação da operação “Vigipirate”, que existe desde 1978 e somente era acionado quando em situações de alerta de grande risco de atentados em território francês.

Militares da operation Sentinelle em frente ao Palacio de Versailles.

A operação Sentinelle atualmente empenha um numero de 10.500 militares das três forças armadas oriundos de 157 unidades diversas (incluindo a Legião Estrangeira) em mais de 700 locais considerados de “alto risco de atentado”. Desses 10.500 militares, 6.500 permanecem protegendo locais sensíveis na região conhecida como “Ile de France”, que é a grande Paris (Paris e municípios satelites).

Fronteiras desprotegidas e classe militar descontente

Desde o inicio da Operação Sentinelle em 2015, a operação sofre criticas de militares da reserva e de especialistas em defesa e segurança publica, pois as tropas empregadas estão sobrecarregadas e sem o devido apoio policial pois as policias estão com seus contingentes desfalcados e com grande quantidade de pessoal em licenças medicas, o que sobrecarrega os militares com ocorrências policiais banais que estes tem limitações de ação por força das leis confusas da atualidade.
Outra situação complicada é a denuncias de abandono da proteção das fronteiras terrestres e marítimas, que tem facilitado a entrada de imigrantes ilegais oriundos da África e Oriente Médio, que são os principais “reforços” aos movimentos terroristas e para a situação de criminalidade generalizada na Europa.
Muitos militares da ativa, e principalmente os da reserva (que tem mais liberdade de expressão) afirmam que; “Se o contingente militar que está operando na África e Oriente Médio estivesse empenhado em operações de proteção as fronteiras, provavelmente a situação da segurança em território Europeu poderia ser bem diferente, bastando para isso ver o exemplo da Hungria, Áustria e recentemente o da Itália que reforçaram suas proteções de fronteiras e estão reduzindo os problemas causados pela imigração ilegal descontrolada”.

* Atualmente a lei francesa obriga que qualquer manifestação popular de pessoas ou grupos seja declarada na prefeitura da cidade na qual ocorrerá, e esta deverá ser bem descrita em todos seus atos e detalhes, para a devida avaliação e eventual aprovação ou negativa das autoridades, sendo que, os organizadores estão sujeitos à penalidades da lei caso ocorram problemas, mesmo que causados por terceiros fora da manifestação. Isso na prática torna o organizador de uma manifestação como o “culpado” e responsável por eventuais danos a terceiros e outros problemas, inclusive colocando o organizador de manifestação sob vigilância policial tal como um terrorista, podendo esse ser detido a qualquer momento sem aviso pela Policia judiciária e até mesmo sofrendo a acusação publica de terrorismo!

Com informações do Le Monde, Europe 1, Generation OPEX, Les Observateurs CH e Embaixada dos USA na Alemanha e França, via Redação Orbis Defense Europa.

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