Mais de 100 mortos em uma semana de distúrbios violentos no Iraque

Protestos em Baghdad nessa semana. Imagem via Al Anadolou.

Protestos já causaram o aumento do número de mortos, que subiu para 104 pessoas, com 6.107 feridos, dos feridos cerca de 1.200 são militares das forças de segurança. Os desagrado contra o governo em todo o Iraque já se estendem por mais de uma semana.

O motivo das reclamações populares é contra o alto nível de desemprego, a falta de serviços básicos e a corrupção sistêmica que também foram a razão dos protestos em agosto de 2018, quando milhares ficaram doentes após ingerirem água contaminada.

Desta vez os violentos protestos parecem ter sido parcialmente desencadeados pela demissão de Abdul-Wahab al-Saadi, um general popular, que anteriormente atuava como segundo em comando do serviço de contraterrorismo do Iraque.

Al-Saadi foi uma figura importante na luta contra o autoproclamado grupo terrorista “Estado Islâmico” (IS). Recentemente, ele foi transferido para outro posto. Seus partidários estão convencidos de que sua demissão ocorreu porque estava enfrentando grupos de milícias xiitas dentro do Exército iraquiano.

Existem informações que esses grupos têm laços estreitos com o vizinho Irã. O rosto de Al-Saadi foi visto em um grande número de cartazes de protesto nos últimos dias, um sinal de que os protestos também visam combater a influência iraniana no Iraque.

A nota anti-iraniana dos protestos também sugere que pode haver uma mão externa neles, já que os EUA parece estarem aumentando sua campanha de pressão contra a República Islâmica nos últimos meses.

O porta-voz do ministério, Saad Maan, alegou que as forças de segurança não confrontaram os manifestantes, acrescentando que “manipulações estrangeiras maliciosas” estavam por trás de alvejar manifestantes e membros da segurança.

Ele disse que os manifestantes queimaram 51 prédios públicos e oito sedes de partidos políticos. A semana de protestos marca o desafio mais sério que o primeiro-ministro Adel Abdul-Mahdi enfrentou desde que assumiu o cargo em outubro passado.

Adel se comprometeu a se reunir com manifestantes sem forças armadas para dialogar sobre suas demandas. “Estou pronto para ir aonde quer que nossos manifestantes fraternos estejam e encontrá-los ou enviá-los a outros locais sem forças armadas”, disse Abdul-Mahdi.

“Eu irei encontrá-los sem armas e sentarei com eles por horas para ouvir suas demandas.” Abdul-Mahdi anunciou um plano para pagar a assistência de desemprego e fornecer moradias apoiadas pelo governo para moradores de baixa renda, na tentativa de satisfazer as massas.

Por fim o presidente iraquiano, Barham Saleh, apelou aos manifestantes para que encerrassem os protestos que mataram centenas, incluindo uma manifestação noturna no leste de Bagdá, durante a qual os militares admitiram usar “força excessiva”.

Saleh dirigiu-se à nação e pediu uma “interrupção da escalada” e propôs um “diálogo nacional, abrangente e franco (…) sem interferência estrangeira” para traçar uma saída da crise. “Não há legitimidade para nenhum processo ou sistema político que não funcione para atender às suas demandas”, disse ele.

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  • Com informações Arab News, Iraq News e colaboradores via redação Orbis Defense Europe.


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