Marechal João Batista Mascarenhas de Moraes o bravo comandante da Força Expedicionária Brasileira

Sua trajetória no Exército Brasileiro inicia aos 13 anos em 1899, na Escola Preparatória e de Tática do Rio do Pardo (RS)

O comandante da Força Expedicionária Brasileira (FEB), marechal João Batista Mascarenhas de Moraes, idealizador do Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial (MNMSGM), nasceu em São Gabriel (RS), em 1883.

Sua trajetória no Exército Brasileiro (EB) inicia quando ainda era um adolescente de apenas 13 anos em 1899, na Escola Preparatória e de Tática do Rio do Pardo (RS), onde permaneceu até 1902, quando no ano seguinte ingressaria na Escola Militar da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro.

Ao longo de sua brilhante carreira, o marechal Mascarenhas de Moraes comandou a 9ª Região Militar (9ª RM) sediada em Mato Grosso, 7ª Região Militar (7ª RM) em Recife e a 2ª Região Militar (2ª RM) sediada em São Paulo, quando em outubro de 1943 assumiu o Comando da FEB para entrar para a história mundial, do Brasil e da Força Terrestre.

O Marechal ainda foi o Presidente da Comissão de Repatriamento dos mortos do Cemitério de Pistóia (CRMCP), na Itália. Em seu livro de memórias expressava seu intenso desejo de repatriar os combatentes brasileiros sepultados na Europa para o Brasil.

História

Idealizado pelo marechal para receber os restos mortais dos soldados brasileiros mortos na Itália, foi concebido pelos arquitetos Marcos Konder Netto e Hélio Ribas Marinho, vencedores de um concurso público nacional. O projeto estrutural coube ao engenheiro Joaquim Cardozo.

As obras iniciaram-se a 24 de junho de 1957 e, embora inaugurado oficialmente a 7 de abril do mesmo ano, apenas foram concluídas em 24 de junho de 1959, sendo reinauguradas em 5 de agosto do mesmo ano.

Em 20 de junho de 1960, partiu para a Itália uma comissão presidida pelo marechal Oswaldo Cordeiro de Farias (que integrara a FEB como Comandante da Artilharia Divisionária), com a incumbência de proceder à exumação dos 462 corpos sepultados no cemitério brasileiro na cidade de Pistoia, e prepará-los para o translado para o Brasil.

A comissão chegou ao Rio de Janeiro em 15 de dezembro de 1960, trazendo os corpos em caixas individuais de zinco, encerradas em urnas de madeira.

Em solenidade uma semana depois, as urnas foram transportadas para o Monumento e depositadas nos respectivos jazigos no Mausoléu.

Uma das urnas de mortos não identificados passou a simbolizar o “Soldado Desconhecido” e foi entregue pelo marechal Mascarenhas de Moraes, ao então presidente da República, Juscelino Kubitschek, que a depositou na base do Pórtico Monumental, onde se encontra até hoje.

Sua celebre frase “eu os levei para o sacrifício, cabia-me trazê-los de volta” define a intenção do nobre Comandante em relação aos seus comandados.

 

  • Com informações do MNMSGM


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