Marinha do Brasil atuando com a lancha DGS 888 Raptor no patrulhamento da Baía da Guanabara

Durante o passeio ambiental realizado pela Marinha do Brasil no último dia 15, a bordo do rebocador Laurindo Pitta na Baía de Guanabara, o mesmo fora escoltado por duas embarcações da Capitânia dos Portos do Rio de Janeiro, sendo que uma delas chamou à atenção de todos. Trata-se da lancha tática de fabricação nacional da empresa DGS Defense, a “DGS 888 Raptor“. Com um design arrojado, muitos chegaram à chamá-la de “Caveirão Marinho” (em alusão aos blindados da Polícia Militar, que são conhecido pela população como Caveirões), mas de fato ela chama à atenção em qualquer lugar.

A embarcação possui um casco em polímero especial, projetado para absorver choques, o que à diferencia de embarcações feitas em fibra de vidro e alumínio. A matéria prima utilizado para a fabricação do casco, consiste em um composto hibrido termoplástico, similar aos da blindagem de coletes balísticos e aeronaves militares. A lancha está equipada com um radar Simrad, duas vezes mais potente do que os radares Magnetron, os quais são considerado com maior resolução de alvos, sem emitir radiação para a tripulação.

A sua força de deslocamento vem do motor FPT N67 500HP interligado ao sistema de “propulsão hidrojato”, fazendo com que se possa navegar em locais de apenas 50 cm de profundidade, mesmo com a presença de objetos na superfície ou semi-submersos. Este motor lhe dá 120 HPs a mais do que o motor do blindado Guarani da IVECO, que utiliza o mesmo motor FPT. A embarcação foi pensada e desenvolvida para deslocar um pequeno pelotão (até 15 militares) à distâncias de até 600 km, à uma velocidade média de 26 nós (+/- 48 km/h) fazendo uso de 2 tanques com 300 litros, em ações de vigilância.

Utilização na Baía da Guanabara

A capitânia dos Portos do Rio de Janeiro possui duas lachas DGS 888 Raptor, que vem sendo utilizadas em apoio as campanhas realizadas pelo Gabinete da Intervenção, seja ela na vigilância do entorno da baía da Guanabara ou no apoio as tropas como ocorreu recentemente na operação em São Gonçalo, onde a Marinha do Brasil agiu na abordagem a navios e embarcações suspeitas que tentavam evadir-se do lugar, assim que o Exército invadiu a comunidade do Salgueiro.

Mapa digital da Baía de Guanabara na sala do Comando de Operações Navais da Marinha.

A Baía de Guanabara é o início do programa de implantação do chamado, Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), que foi planejado para monitorar a movimentação de embarcações em toda a costa brasileira e os rios da Amazônia e do Pantanal. A Força espera até dezembro concluir o sistema de monitoramento de toda a região, o que permitirá acompanhar e abordar toda embarcação que tiver um percurso considerado suspeito.

“A Intervenção no RJ conta com essa ferramenta de monitoramento para combater o crime organizado. Por isso, o sistema é tão importante e deve ser ampliado”, explicou o ministro de Segurança Pública, Raul Jungmann, em recente entrevista. A implantação de câmeras de visão noturna significa um aumento no custo do programa, ainda sem previsão de investimento nesta direção. Atualmente, o sistema acompanha a movimentação de grandes embarcações ou de pesqueiros que trafeguem pela Baía de Guanabara durante o dia.

Todas elas possuem um sistema, AIS (sigla em inglês para “Sistema de Identificação Automático”), de uso obrigatório. Através dele, uma sala de comando na sede da Marinha no Centro do Rio recebe mensagens com a rota, nome e até distância entre elas. Assim, com a utilização de lanchas Raptor, realizando o monitoramento do tráfego aquaviário da Baía, detectar um pequeno barco, como o episódio recente em que a Polícia Civil prendeu traficantes do Complexo da Maré, que seguiam até a Urca para recuperar as armas do ataque ao Morro do Babilônia, no dia 11 do mês passado, seria algo comum e mais fácil de se fazer.

     Ficha Técnica da DGS 888 Raptor:

  •      Peso: 3.800 kg;
  •      Capacidade: 2.000 kg;
  •      Deslocamento: 5.800 kg;
  •      Velocidade Máxima: 40 nós (74 km/h);
  •      Velocidade de cruzeiro: 26 nós (48 km/h);
  •      Autonomia: 600 Km;
  •      Motor: FPT N67 500HP Diesel Intercooler Turbo GV;
  •      Radar: SIMRAD.


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