Marinha do Brasil celebrou o 10º aniversário de incorporação do Navio Polar “Almirante Maximiano”

NPo “Almirante Maximiano” no estreito de Gerlache, na Antártica

No último dia 3, a Marinha do Brasil celebrou o 10º Aniversário de Incorporação do Navio Polar (NPo) “Almirante Maximiano”. A cerimônia militar foi realizada nas proximidades da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), tendo como pano de fundo a geleira Stenhouse, na Ilha Rei George. A tripulação e os pesquisadores embarcados relembraram passagens da história do Navio e o legado de sucessos deixado pelas tripulações anteriores, desde o seu recebimento em Bremerhaven, na Alemanha.

Eles também reverenciaram todos aqueles que vêm contribuindo para que o “Tio Max” – como é conhecido – se mantenha em contínuo aperfeiçoamento de suas condições materiais e de adestramento, sempre pronto para cumprir as mais diversas tarefas na Antártica, afetas ao Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), e nas Águas Jurisdicionais Brasileiras. Na ocasião, como primeiro Navio da Marinha do Brasil a ostentar o nome “Almirante Maximiano”, em justo tributo a um dos mais ilustres Chefes Navais.

Durante a cerimônia, foram também destacados os principais avanços que o Almirante de Esquadra Maximiano Eduardo da Silva Fonseca trouxe à Força: a implementação do Programa Nuclear da Marinha, com reflexos no desenvolvimento de setores da comunidade científica e a possibilidade de construirmos o primeiro submarino com este tipo de propulsão; a criação do Corpo Auxiliar Feminino, abrindo as portas da Marinha do Brasil a esta força de trabalho; a criação da Sociedade dos Amigos da Marinha; e a aquisição do Navio de Apoio Oceanográfico (NApOc) “Barão de Teffé” e a realização da 1ª OPERANTAR, resultando no reconhecimento internacional da Força presença no continente gelado e a consequente aceitação do Brasil como Parte Consultiva do Tratado da Antártica.

Foi realçado ainda o importante relacionamento com o mundo acadêmico, por meio dos diversos projetos de pesquisa anualmente embarcados, os quais vêm demonstrando resultados perante a comunidade científica brasileira e no âmbito internacional. Ao longo destes dez anos de serviço à Marinha, com a expressiva marca de 1.548,5 dias de mar e 212.025 milhas navegadas, muito trabalho foi feito, desde a preparação do navio nos períodos de Manutenção até a participação nas OPERANTAR, e o sucesso foi fruto de trabalho dedicado, comprometimento e elevado espírito marinheiro das tripulações.

  • Com informações do Centro de Comunicação Social da Marinha


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