Marinha do Brasil confirma vestígios de óleo no litoral norte do Espírito Santo

Na última sexta-feira (08) foi confirmada a presença de vestígios de óleo na praia de Guriri, em São Mateus (ES). A Marinha do Brasil (MB), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informaram, em nota, que o resíduo encontrado é o mesmo que vem poluindo as praias do Nordeste.

Neste domingo (10), o governado do Estado do Espírito Santo, Renato Casagrande, realizou uma reunião do Comitê de Preparação da Crise, que avaliaram se o Estado está preparado para combater o óleo que começou a aparecer em pequenos fragmentos nas praias do litoral norte. Estiveram presentes a reunião gestores federais, estaduais e municipais.

No entanto, todo o material já foi recolhido e as praias estão limpas e liberadas para banho, sem nenhuma confirmação de reaparecimento de óleo.

O comandante do 1º Distrito Naval (1° DN) – que engloba os Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo –, vice-almirante Flávio Augusto Viana Rocha, falou durante a reunião, que caso a intensidade do óleo que já poluiu o Nordeste do País, se torne mais agressivo no litoral capixaba, a Força Aérea Brasileira (FAB) disponibilizará aeronaves para sobrevoar o Oceano Atlântico, e fazer as inspeções na parte mais afastada do mar e tentar localizar manchas que não são vistas da costa.

“Estamos otimistas em relação a neutralizar e minimizar o impacto da tragédia do óleo no mar do Espírito Santo. No entanto, as Forças Armadas estão preparadas para qualquer eventualidade. A corrente marítima do litoral capixaba propicia que não haja danos maiores. De todo modo, a Força Aérea está pronta para atuar também caso haja necessidade de fazer alguma inspeção de sobrevoo, assim como foi feito no Nordeste. A FAB faz o sobrevoo e verifica se há uma mancha ou não. Confirma a presença de alguma mancha e comunica às autoridades ambientais”, disse o vice-almirante Rocha.

Plano de Ação

O Plano está sendo dividido em três etapas: “Prévia ou atenção”, que são ações voltadas à previsão, monitoramento, comunicação e suporte logístico; “Operacional”, com a contenção, limpeza e destinação final dos resíduos recolhidos, além do atendimento à fauna oleada e início do trabalho de mensuração dos impactos nos ambientes costeiro e marinho; e “Posterior ou de Avaliação”, que consiste no monitoramento dos locais atingidos e levantamento dos danos ambientais e socioeconômicos, bem como realizar valoração monetária dos impactos.

Compõem o Comitê de Preparação da Crise: as Secretarias de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e Turismo (Setur); Procuradoria Geral do Estado (PGE); Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema); Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf); Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh); Defesa Civil do Espírito Santo; Exército Brasileiro (EB); Marinha do Brasil (MB); Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

  • Com informações do site Elimar Cortes


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