Marinha do Brasil realiza cerimônia de abertura da Unitas LX

A Marinha do Brasil (MB) realizou na manhã desta segunda-feira (19) cerimônia de abertura da 60ª Operação Unitas LX/2019. O evento ocorreu na Base Naval em Mocanguê, sede da Esquadra, e contou com a presença de diversas autoridades, a quais se destacam:

Chefe do Comando Sul dos EUA (USSOUTHCOM), almirante de esquadra Craig S. Faller; do comandante de Operações Navais (COMOPNAV) da MB, almirante de esquadra Leonardo Puntel; do comandante do 1º Distrito Naval (Com 1°DN) vice-almirante Flávio Augusto Viana Rocha; do comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra (ComFFE) vice-almirante (FN) Paulo Martino Zuccaro; do Comandante-em-Chefe da Esquadra (ComemCh) vice-almirante José Augusto Vieira da Cunha de Menezes; do comandante da Segunda Divisão de Esquadra (Com Div2), contra-almirante Luiz Roberto Cavalcanti Valicente, além de Oficias-generais da MB, autoridades e civis convidados.

O chefe do USSOUTHCOM iniciou seu discurso saudando os presentes com um brado de “Hurra” e pediu aos participantes que aproveitassem ao máximo a experiência, pois ela irá enriquecer a todos e prepará-los para as ameaças que ainda não chegaram, mas que certamente virão. “Essa é uma experiência profissional que fará cada um de vocês mais forte e melhor. É assim que vamos lutar, como democracias com a mesma mentalidade e como amigos.”

Em seu discurso, o almirante Puntel agradeceu pelas palavras do almirante Faller, endossando o boas-vindas aos participantes que irão estar na edição da Unitas 2019. Ele enalteceu a parceria entre a US Navy e a MB, enfatizando que é “uma parceria de anos e que só aumenta”, com os diversos intercâmbios entre as Marinhas. “A intenção é incrementar e estreitar os laços de cooperação e amizade entre as marinhas. ”

Após o fim da cerimônia, foi realizada coletiva de imprensa, com representantes da MB e da US Navy. Abrindo a coletiva o contra-almirante Valicente, exaltou a operação lembrando que é o exercício marítimo mais antigo neste tipo de integração organizado pelos Estados Unidos e ocorre desde 1959.

Este ano, a operação será dividida em duas partes: a etapa marítima (Unitas Lant) e a fase anfíbia (Unitas Amphibious), que vai incluir a simulação de uma ajuda humanitária, a partir de uma operação de desembarque anfíbio, na Ilha da Marambaia, onde fica localizado o Centro de Adestramento da Ilha da Marambaia (CADIM).

O comandante da Div2, enfatizou ainda que o exercício é uma forma de treinar a interoperabilidade das forças brasileiras com as dos EUA e das nações que participam da operação este ano.

“Certamente as Forças Armadas de todo mundo são utilizadas na ajuda humanitária, no caso de um desastre natural ou de alguma coisa deste tipo. As Forças Armadas pela sua capacidade logística, de operação rápida e de mobilização, elas sempre serão utilizadas, como por exemplo, nós fomos utilizados no terremoto do Haiti. É um caso real da evolução do que nós fazemos”, disse o contra-almirante Valicente.

A operação vai ter a participação de unidades navais, aeronavais, aéreas e de Fuzileiros Navais de militares do Brasil, da Argentina, do Chile, da Colômbia, do Equador, dos Estados Unidos, do México, Panamá, Paraguai e do Peru. Serão empregados na Unitas 2019 mais de 3.300 militares, “É uma oportunidade única de mostrar que nossas marinhas operam juntas”, destacou.

“Existe uma ordem de operações permanente que todos os países do continente conhecem, mas de acordo com o ano, alguns países participam ou não, mas todos são participantes da Unitas” (…) com relação aos extras continentes o convite é pontual, não podemos convidar todo o mundo e são feitos contatos bilaterais tanto pela nossa área de Relações Exteriores como a dos Estados Unidos. Este ano, o adido do Japão no Brasil pediu para participar”, explicou o contra-almirante.

Na operação deste ano, haverá ainda exercícios de guerra convencional como a de submarinos, com todas as possibilidades empregando, inclusive aeronaves tipo patrulha marítima e Antissubmarino P-8 Poseidon, dos EUA, e as brasileiras Orion P-3AM, da Força Aérea Brasileira (FAB) e Skyhawk (AF-1), da MB.

“Faremos exercícios de guerra submarinos, faremos guerra de superfície e aérea, um ataque aéreo, ou seja, nós também simularemos e treinaremos a nossa guerra convencional”.

Para o capitão de mar e guerra, Mayers, do Comando Naval Sul (NAVSOUTH) da Marinha americana, a Unitas tem um motivo específico para realizar os exercícios de guerra. “Precisamos nos manter atualizados e capazes para quando for necessário”.

“Não se trata da ameaça local, mas de nós aprendermos todos juntos, as Marinhas do continente, a operarmos juntos, all together, para que estejamos prontos a fazer frente a qualquer ameaça em qualquer lugar”, completou o contra-almirante Valicente.



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