Marinha do Brasil realiza ensaio em voo para qualificação operacional das aeronaves modernizadas AF-1 B/C

Equipes da Marinha do Brasil e da Embraer que participaram dos ensaios em voo do sistema RWR

O Comando da Força Aeronaval (ComForAer) por meio do 1º Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque (EsqdVF-1) realizou voos de ensaio para avaliar o desempenho, bem como qualificar o emprego operativo do sistema “Radar Warning Receiver” (RWR) das aeronaves AF-1B/C.

Os voos ocorreram entre os dias 23 de setembro a 4 de outubro, na Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia. O sistema RWR tem por finalidade alertar o piloto sempre que detectar ruídos eletromagnéticos característicos de ameaças previamente programadas na biblioteca de missão.

O ensaio contou com a participação de representantes do Grupo de Fiscalização e Recebimento das Aeronaves AF-1, Embraer e Centro de Guerra Eletrônica da Marinha (CGEM), além do emprego das aeronaves monoplace e biplace (N-1008 e N-1022) do EsqdVF-1.

Na ocasião, foram analisados na estação de solo específica do sistema “Post Mission Data Analyser” (PMDA) os dados coletados em voos, que resultaram na constatação do desempenho operacional satisfatório e qualificação para utilizar o sistema.

O ensaio teve duas metas específicas: o teste de funcionamento do sistema RWR em voo e a avaliação da biblioteca de ameaças desenvolvida pelo CGEM especificamente para o RWR das ANV AF-1B/C modernizadas. A biblioteca de ameaças é o sistema central do RWR.

A continuidade do emprego das aeronaves AF-1 B/C em conjunto com o radar ARTISAN 997 do Porta-Helicópteros Multipropósito (PHM) “Atlântico” contribuirá para o continuado aperfeiçoamento da biblioteca de ameaças com a manutenção do elevado grau de sinergia entre o CGEM, o EsqdVF-1 e o Capitânia da Esquadra, no sentido de potencializar a capacidade de identificação das aeronaves hostis.

A grande mobilidade dos AF-1 B/C aliada a uma enriquecida biblioteca de ameaças focada na interoperabilidade com os diversos meios da Esquadra colocam a Marinha do Brasil em um patamar mais elevado na Guerra Eletrônica, o que contribui para o alarme aéreo antecipado, implicando em ganho de capacidades nas operações com meios navais e de fuzileiros navais.

  • Com informações do CCSM


2 COMENTÁRIOS

  1. Para mim, que não sou militar, é muito difícil aceitar tanto dinheiro investido em avião tão superado quanto esse.
    Se a questão é o alerta aéreo antecipado, que se compre meios novos, ainda que em pequena quantidade, ou desiste logo desse sonho de Força Aeronaval.

  2. Conforme diz a matéria, apesar de não se tratar de uma aeronave nova, ela foi modernizada. Ademais, ainda que a Força Aeronaval atual não seja a dos sonhos, é muitíssimo melhor esta, do que nenhuma.

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