Marinha do Brasil realiza segunda fase da UNITAS LX 2019

Exercício Unitas LX 2019

Foi realizado nesta terça-feira (27) pela Marinha do Brasil (MB) no Centro de Adestramento da Ilha da Marambaia (CADIM), na ilha da Marambaia (RJ) a segunda fase do exercício UNITAS LX 2019.

O exercício simulou o envio de uma força de ajuda humanitária a um país, onde sua democracia encontra-se fragilizada, e que de repente se vê frente com uma catástrofe natural (Furacão), onde o mesmo não tem forças nem meios para socorrer sua população.

A incursão foi realizada através de um desembarque anfíbio, haja visto que por conta dos danos sofridos pelo país, suas estradas e aeroportos foram severamente castigados, restando assim a única opção de se fazer à entrada pelo mar.

O desembarque ocorreu a partir de meios navais, fundeados ao largo da costa. Participaram os navios: Navio Doca Multipropósito “Bahia” (G40), da Marinha do Brasil (MB); o Navio de Desembarque-Doca USS Carter Hall (LSD-50), da Marinha do EUA (US Navy); e o Navio-Transporte ARA Bahía San Blas, da Armada Argentina,

Helicópteros deram o suporte aéreo, enquanto eram lançados a terra: Carros Lagarta Anfíbio (Clanf´s da MB e da US Navy); uma Embarcação de Desembarque de Carga Geral (EDCG da MB) com tropas; e uma Landing Craft Air Cushion (LCAC – Hovercraft) trazendo material de apoio, resultando  em uma incursão simultânea de diferentes áreas da ilha.

Com a falta de água e alimentos, a população descontrolada poderia começar uma rebelião contra as tropas, pois a fome abala todo o equilíbrio emocional do ser humano e coube as forças de ajuda humanitária manter a ordem.

Durante todo o exercício, diversas situações são criadas para levar ao máximo o nível de realismo e cabe ao GRUCON (equipe composta por observadores do exercício), implementa-las, buscando atingir ao máximo as reações das forças de incursão.

Dentro do cenário do exercício, refugiados eram resgatados de áreas distantes e trazidos para um centro de triagem junto ao Hospital de Campanha (HCamp), onde eles eram examinados e levados para uma área específica até que toda a situação estivesse sob controle.

Estes resgates eram efetuados por equipes especializadas em desastres naturais ou não, no caso do exercício, militares da Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro, fizeram a vez dos socorristas especializados, atuando em conjunto com as forças militares.

A US Navy instalou um sistema de purificação de água semelhante ao que seria usado em qualquer teatro de operações, produzindo água potável para a população e as forças de ocupação humanitária.

A operação UNITAS LX 2019, conta com a participação de mais de 3.300 militares. Além de Estados Unidos e Brasil, Argentina, Peru, Colômbia, Equador, México, Panamá, Paraguai e Reino Unido participam com tropas, enquanto Japão e Portugal estão como observadores.

No desembarque anfíbio, teve o movimento de um Elemento Anfíbio Multinacional, o qual foi composto por cerca de 400 militares dessas nações.



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