Marinha do Brasil realiza testes de desempenho do sistema de propulsão do Submarino “Riachuelo”

blank
Submarino “Riachuelo” posicionado no cais 12 da Base de Submarinos da Ilha da Madeira (BSIM) para início dos testes

A Marinha do Brasil (MB) por meio da Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha (DGDNTM), e da Coordenadoria-Geral do Programa de Desenvolvimento do Submarino com Propulsão Nuclear (COGESN), realizou, nos dias 20 e 21 de maio, os testes de desempenho da propulsão do Submarino “Riachuelo”.

A ação foi feita conjuntamente com a Itaguaí Construções Navais (ICN), no Complexo Naval de Itaguaí, localizado na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

A atividade marca a retomada da verificação de desempenho do sistema de propulsão diesel-elétrico do submarino. Os testes consistiram na seleção de diferentes estágios de velocidades avante e a ré, paradas e partidas normais e em emergência, nos diversos modos de operação da propulsão.

Tal procedimento representa uma etapa relevante para o avanço do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub). Trata-se de um dos pré-requisitos fundamentais para assegurar a navegabilidade do submarino com segurança, na superfície e em imersão, sendo imprescindível para a continuidade das provas de mar.

É oportuno salientar que os referidos testes obedeceram a protocolos específicos elaborados para trabalhos em espaços confinados, em sintonia com as medidas de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

Nesse sentido, os trabalhos a bordo foram planejados e conduzidos por 30 pessoas, contabilizados o Grupo de Recebimento do Submarino “Riachuelo” e técnicos da COGESN, Naval Group e ICN.

O Prosub tem por objetivo a capacitação em projeto e construção de submarinos convencionais e com propulsão nuclear, tendo como base a transferência de tecnologia em diversas áreas, exceto na nuclear.

Com o programa, pretendem-se também a utilização significativa da indústria brasileira e o aumento da geração de empregos. Não menos importante, o Prosub proporcionará ao País desenvolver de forma autônoma novas tecnologias, aliado à nacionalização de sistemas e equipamentos.

  • Com informações do CCSM