Marinha lança filme e exposição sobre o almirante Álvaro Alberto, Patrono da Ciência, Tecnologia e Inovação na Marinha

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A Marinha do Brasil (MB) em parceria com à Academia Brasileira de Ciências (ABC) realizou ontem (31), o lançamento na sede social do Clube Naval, do filme e exposição em homenagem ao almirante de esquadra, Álvaro Alberto, Patrono da Ciência, Tecnologia e Inovação na Marinha. O evento contou com a presença do Comandante da Marinha, almirante de esquadra Ilques Barbosa Júnior, do presidente da ABC, Srº Luiz Davidóvich, do Clube Naval, vice-almirante (R/1) Rui da Fonseca Elia, do diretor geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, vice-almirante Marcos Sampaio Olsen, além de ilustres convidados e demais autoridades.

blankO evento teve como cunho, celebrar, os 130 anos de nascimento do almirante de esquadra Álvaro Alberto da Motta e Silva. Nascido em 22 de abril de 1889, no Rio de Janeiro. Cursou a Escola Naval, onde se formou como Oficial de carreira da Marinha do Brasil. Posteriormente, graduou-se Físico e Engenheiro Geógrafo, pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro. Mais tarde, estudou na Ecole Centrale Técnique, em Bruxelas, na Bélgica, dando início ao seu caminho trilhado na ciência.

Idealizador e primeiro presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), à época, Conselho Nacional de Pesquisas, o almirante Álvaro Alberto foi, ainda, representante brasileiro na Comissão de Energia Atômica (CEA) da Organização das Nações Unidas (ONU) e presidiu a Academia Brasileira de Ciências (ABC). 

  • Catedrático do Departamento de Físico-Química, Escola Naval;
  • Presidente da Sociedade Brasileira de Química (1920 a 1928);
  • Representante brasileiro na Comissão de Energia Atômica da Organização das Nações Unidas;
  • Presidente da Academia Brasileira de Ciências (de 1935 a 1937 e, no segundo mandato, de 1949 a 1951);
  • Presidente do CNPq (1951-1955).

Quando presidiu o CNPq, participou ativamente da criação do Instituto de Matemática Pura e Aplicada; do Instituto de Pesquisas da Amazônia; do Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação), do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia; e da Comissão Nacional de Energia Atômica. Álvaro Alberto também idealizou e implementou, nos anos 1950, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

Respeitado no meio acadêmico, o almirante Álvaro Alberto sempre defendeu que “o desenvolvimento científico e tecnológico estava intimamente ligado com a prosperidade do País”. E, acreditando nisso, deu início a uma nova era na pesquisa científica no Brasil, com a criação do CNPq, cujo principal objetivo na época e que perdura até hoje é investir no potencial humano.

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