Milícias paramilitares Americanas patrulham  fronteiras detendo imigrantes ilegais e traficantes

Imagem ilustrativa via "United Constitutional Patriots", photo por AFP/Paul Ratje.

Desde muito antes do agravamento da crise de imigração ilegal que afeta a fronteira dos USA com o México, muitos cidadãos americanos que são integrantes de milícias paramilitares estão patrulhando as regiões de fronteira em vários estados,  e nessas ações de patrulhas estão interceptando e detendo traficantes e/ou imigrantes ilegais às centenas, em uma ação polêmica para os leigos do assunto, condenadas por relativistas morais políticos e elogiada por muitos cidadão dos USA e parte das autoridades policiais e militares nos Estados Unidos e pelo mundo afora.

Imagem de uma das muitas ações de detenção de imigrantes ilegais, via “United Constitutional Patriots”

Em um vídeo recentemente divulgado nas redes sociais por uma dessas milícias paramilitares americanas (“United Constitutional Patriots“), é exibida uma de suas ações de maior envergadura, com a detenção de pelo menos 300 imigrantes ilegais, controlados e mantidos sentados no chão do deserto até a chegada da patrulha da “Customs and Border Protection” (Polícia de Fronteira/Aduana Federal). Apesar do vídeo ser considerado como algo de exposição humilhante aos direitos humanos, o mesmo vídeo serviu de prova que a ação ocorreu dentro da legalidade dos USA e que ninguém foi exposto a tratamento desumano ou violência de qualquer tipo por parte dos integrantes da milícia americana e das autoridades que chegaram depois para finalizar a detenção dos imigrantes ilegais.

Assita o vídeo do “United Constitutional Patriots” na íntegra:

Um porta-voz do grupo paramilitar da conhecida  “United Constitutional Patriots“, que efetuou a operação, deu uma declaração para o Jornal The New York Times,  na qual afirma que; todas as ações estão dentro da legalidade da constituição americana e leis estaduais dos locais aonde ocorrem; que a detenção faz parte do direito civil de qualquer cidadão de efetuar uma detenção de qualquer indivíduo em ato ilegal ou criminal, no local do flagrante, até a chegada de uma autoridade competente; que estão agindo em apoio totalmente legal às patrulhas de fronteiras federais e estaduais para mostrar ao público a realidade da fragilidade das fronteiras dos USA com o México, e  o problema de segurança pública que essa fragilidade da fronteira cria para os Estados Unidos.
O mesmo porta-voz do grupo  “United Constitutional Patriots” também declarou que os grupos paramilitares (milícias) continuarão fazendo todo o possível para manter essas ações em curso até a conclusão da construção do muro de segurança na fronteira entre os USA e o México.

Na imagem, um militar do Exército dos Estados Unidos posa para foto em companhia de integrantes de uma das muitas milicias que patrulham as fronteiras, o que evidencia um “convivio” cordial entre ambos. Imagem via “United Constitutional Patriots”.

Apesar de realmente existir legalidade nas ações dos grupos paramilitares (milícias), diversos grupos de “direitos humanos” e até mesmo algumas autoridades governamentais tem se posicionado contra essas atividades, afirmando que estas ações das “milícias” ferem direitos civis, humanos e legais diversos.
Um dos principais grupos do ativismo de direitos civis e humanos dos USA, o “American Civil Liberties Union” (apoiado por políticos democratas e de partidos de esquerda) já protocolou diversos pedidos de investigações junto ao governo do Estado do Novo México e Governo Federal, alegando que os grupos paramilitares (milícias) violam a constituição usurpando a autoridade policial e cometem violências contra os imigrantes ilegais e criminosos detidos pelos mesmos, porém até então o Governo do Estado do Novo México não tem se pronunciado oficialmente sobre os casos.

Graças à uma industria e comércio que possuem uma gigantesca variedade de produtos militares de qualidade que são vendidos livremente nos USA, basta ter um minimo de recursos para poder se equipar tão bem ou até melhor que forças policiais e militares regulares de muitos paises ou até mesmo melhor que unidades da Guarda Nacional. Com isso os grupos de paramilitares dos USA possuem grande vantagem logistica e diciplinar sobre os grupos de imigrantes ilegais, mesmo quando acompanhados dos famosos “coyotes” que os guiam pelo deserto por rotas consideradas “seguras”. Foto de Jhonny Milano via “United Constitutional Patriots”.

A única autoridade do Governo do Novo México que se manifestou recentemente contra as ações dos grupos paramilitares (milícias) nas fronteiras foi o “New Mexico’s attorney general” (cargo equivalente a um mixto de Procurador do Estado e defensoria pública/ministério público à nível estadual) Hector Balderas, que é um político ligado ao Partido Democrata dos USA, conhecidos por serem contrários às politicas Republicanas que apoiam os grupos paramilitares (milícias) dos USA e defendem as políticas de imigração livre e irrestrita sem maiores exigências legais.

Apesar dos esforços  de Hector Balderas em prometer ações legais contra as milícias, nenhum integrante de grupos paramilitares foi preso por participar das ações nas fronteiras, o que tem fomentado especulações de conivência da “Customs and Border Protection” (ou Polícia de Fronteiras/Aduaneiras) e de outras autoridades estaduais para com os grupos de milícias.

Ao final, a “Customs and Border Protection” declarou através de sua conta no Twitter que:
Interference by civilians in law enforcement matters could have public safety and legal consequences for all parties involved,” (Interferencias de civis em problemas de responsabilidade das forças de ordem podem ocasionar problemas de segurança pessoal e consequências legais para todos os envolvidos).

Observação importante:

Nos Estados Unidos o termo “Milícia” não tem a conotação pejorativa criminosa que existe no Brasil, onde o termo “miliciano” serve para designar eventuais integrantes de forças de ordem que se organizam para atividades irregulares e/ou criminosas em geral.
Nos Estados Unidos as “Milicias” são consideradas como uma instituição legítima, de carácter patriótico e com função de interesse e/ou necessidade da segurança pública, em apoio às forças de ordem dos estados onde são autorizadas a funcionar, por força de respeito às leis e liberdades da Constituição dos Estados Unidos da América desde sua fundação.
Essa matéria não tem a intenção de enaltecer  o termo “Milícia” em seu aspecto da realidade brasileira, pois o referido termo é usado desde o século 18 nos Estados Unidos e já foi até mesmo empregado no Brasil também no século 18 e 19 antes da criação das respectivas Forças Públicas e Polícias Militares no Brasil.

 

Com informações via AFP – Agence France Press, New York Times, United Constitutional Patriots, American Civil Liberties Union e colaboradores Orbis Defense Europa e USA.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here
Enter the text from the image below