Militares brasileiros que foram observadores na antiga Iugoslávia falam do conflito

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O Brasil enviou um contingente de 35 observadores militares e 10 observadores policiais para ajudar compor a Força de Proteção das Nações Unidas (UNPROFOR), na antiga Iugoslávia, de agosto de 1992 a dezembro de 1995. O objetivo foi criar as condições de paz e segurança necessárias à obtenção de um acordo geral de paz naquele País.

Dentre os militares enviados estava o Capitão (R) Oscar Castello Branco de Luca, hoje deputado Estadual por São Paulo, fala como foi destacado para o conflito.

“Eu era capitão (do Exército Brasileiro) e estávamos destacados na França, e de lá fomos chamados como um destacamento precursor para fazer um reconhecimento da animosidade que já estava ocorrendo na Iugoslávia”, lembra o parlamentar.

A UNPROFOR foi estabelecida, inicialmente, na Croácia para garantir a desmilitarização das zonas designadas. Mais tarde, o mandato foi ampliado à Bósnia e Herzegóvina para apoiar as ações de ajuda humanitária e vigiar as zonas de exclusão. Posteriormente, estendeu-se à Macedônia para realizar vigilância preventiva na faixa de fronteira.

O general de exército, Luiz Eduardo Ramos Batista Pereira, comandante Militar do Sudeste, na época major, explica que a missão da UNPROFOR era de tentar monitorar as violações. “Nossa missão era tentar monitorar e onde havia violação a gente reportava para Nova York (ONU)”, explica o general.

De março a dezembro de 1995, o comando da operação da ONU em toda a ex-Iugoslávia passou a ser exercido pela Força de Paz das Nações Unidas (UNPF), que abrangia a UNPROFOR (com sua jurisdição limitada à Bósnia-Herzegóvina), a UNCRO (na Croácia) e a UNPREDEP (na Macedônia).

É considerada uma das mais complexas missões desenvolvidas pelas Nações Unidas, dadas as características peculiares do conflito. O comando do Contingente de Observadores Militares das Nações Unidas, foi entregue ao general de brigada, Newton Bonumá.

O Conflito

Com a desculpa de proteger civis da província rebelde do Kosovo das supostas perseguições sérvias, o ocidente apoiou o Exército de Libertação do Kosovo e, percebendo a sua ineficiência na divisão do país, interveio diretamente.

Foi a primeira ação bélica da OTAN em 50 anos de existência, mesmo após o término da Guerra Fria – que havia sido o motivo de sua criação. A guerra conhecida como Bósnia e Herzegóvina, teve início no ano de 1992 e perdurou até 1995 e envolveu vários lados.

Foi uma das guerras mais sangrentas, pós-segunda guerra mundial. O número de mortos foi inicialmente estimado em cerca de 200.000 pelo governo bósnio, e cerca de 1.326.000 refugiados e exilados.



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