Militares chineses são acusados de roubo de dados em empresa dos EUA

O Departamento de Justiça dos EUA fez uma denuncia crime contra quatro militares chineses por roubo a nomes, número de segurança social e outras informações armazenadas em bancos de dados, daquela que é uma das três maiores agências de análise de risco de crédito bancário nos Estados Unidos.

Os militares chineses foram acusados, nesta segunda-feira (10) de invadir as redes da agência norte-americana de relatórios de crédito e risco Equifax e de roubar informações pessoas de dezenas de milhões de pessoas.

O Governo dos Estados Unidos acusa Pequim de estar por de trás desta operação de pirataria informática que, em 2017, alegadamente afetou cerca de 145 milhões de pessoas.

Os quatro militares, que são membros do Exército de Libertação Popular da China, também são acusados de roubar os segredos comerciais da Equifax. “Foi uma invasão deliberada e abrangente nas informações privadas do povo americano”, disse o procurador-geral William Barr, em um comunicado.

“Responsabilizamos os ‘hackers’ do exército chinês pelas suas ações criminais e lembramos ao Governo chinês que temos capacidade para remover o manto de anonimato da Internet e de encontrar os ‘hackers’ que a China tem lançado contra nós”, acrescentou Barr.

A acusação surge no meio de alertas do Presidente Donald Trump, contra o risco da crescente influência política e econômica da China, sendo este mais um caso que o Departamento de Justiça interpôs nos últimos anos contra membros do exército chinês.

Em 2015, o Governo dos EUA acusou cinco hackers do exército chinês de terem invadido o banco de dados de grandes empresas dos EUA para obterem segredos comerciais. As acusações agora proferidas contra os quatro militares deram entrada num tribunal federal de Atlanta, no Estado da Geórgia, onde a Equifax tem sede.

Na acusação, o Departamento de Justiça diz que os ‘hackers’ procuraram encobrir pistas e apresentou também acusações de conspiração para cometer fraude informática, espionagem econômica e conspiração para fraude eletrônica.

  • Com informações do jornal Expresso (Pt)




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