Militares são enviados para ajudar cidades afetadas pela chuva no Sul do ES

Exército saiu do 38º BI, em Vila Velha, por volta das 8h desta quinta-feira (23) rumo a Iconha — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Cerca de 40 militares do Exército Brasileiros saíram do 38º Batalhão de Infantaria em Vila Velha, na Grande Vitória, chegaram em Iconha na manhã desta quinta-feira (23). A cidade foi uma das mais prejudicadas pela forte chuva da última semana e será uma base para a tropa, que vai atuar também nos outros municípios afetados.

Chegada do Exército em Iconha nesta quinta-feira, 23 de janeiro de 2020 — Foto: Reprodução/TV Gazeta

A forte chuva da última sexta-feira (17) matou sete pessoas e ainda deixa mais de 3,2 mil moradores fora de casa na região Sul do Espírito Santo. O governo do estado pediu decreto de estado de calamidade pública para Iconha, Alfredo Chaves, Vargem Alta e Rio Novo do Sul, o que foi reconhecido pelo governo federal e publicado no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (22).

Com esse reconhecimento e após pedidos da população, o governo do estado também pediu ao governo federal a ajuda do Exército nessas cidades, para fins de socorro, limpeza e reconstrução. O Ministério do Desenvolvimento Regional recebeu a solicitação na noite desta quarta e orientou o comando em Vila Velha.

Como será a ajuda

O comandante do 38º Batalhão, coronel Alves, explicou que a equipe não tem prazo de retorno para Vila Velha, que vai permanecer na região de acordo com a demanda.

A intenção é ficar com uma base de apoio em Iconha, mas também se deslocarem para os outros municípios conforme a necessidade.

“Estamos indo com caminhões que têm a capacidade de chegar a regiões mais remotas, caminhões-pipa com água potável para ser distribuída e também para apoiar nas atividades de limpeza. Também estamos indo com caminhões basculantes, para apoiar a retirada de entulhos ou necessidades similares, e também levamos material para apoio da tropa para realizar atividades de limpeza, socorro, qualquer necessidade que aparecer”, disse.

O apoio inicial não prevê a construção de pontes. Segundo o coronel, é necessário um apoio especializado para isso. “Nosso batalhão não tem essa capacidade no momento. Sendo solicitado a nós esse tipo de atividade, nós iremos pedir reforço”, falou.

Coronel Alves, comandante do 38º Batalhão de Infantaria — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Comunidades isoladas

Cinco dias após a chuva, o cenário das cidades mais atingidas ainda é de destruição e muita trabalho pela frente. Ruas, casas e lojas foram tomadas pela lama após a passagem de uma enxurrada.

Em Vargem Alta, 16 pontes caíram e comunidades estão sem acesso. Em Alfredo Chaves, cerca de 15 localidades continuavam isoladas.

Em Iconha, ainda há uma comunidade considerada isolada. No interior da cidade, o cenário é de devastação, com pontes improvisadas, muita lama e ruas e casas destruídas.

Pela manhã, bombeiros saíram com a missão de levar comida e medicamentos a essas localidades. Máquinas foram usadas para abrir caminho e, ainda no início do percurso, a equipe descobriu que parte da rodovia cedeu de madrugada. A solução foi descarregar as mercadorias e seguir a pé pela margem da pista.

ICONHA – 22/01/2020: Bombeiros passam pela margem da pista para acessar localidades isoladas em Iconha — Foto: Rafael Zambe

As pontes que dão acesso à comunidade foram levadas pela enxurrada e a única forma de chegar até lá era atravessando um rio. Os bombeiros precisaram encontrar um ponto mais raso para fazer a travessia e levar as doações até os moradores. Os pacotes foram levados um a um até a outra margem.

Uma dona de casa viu quase tudo estragar na geladeira e comemorou quando os bombeiros chegaram com mantimentos. “Como que eu vou passar no rio e tudo aí para baixo como está? Não dá não para passar”, questionou.

ICONHA – 22/01/2020: Bombeiros chegam a casa em comunidade isolada de Iconha — Foto: Rafael Zambe/ TV Gazeta

Fonte: G1 – Espirito Santo