Ministério da Defesa do Japão avalia possibilidade de interceptação aos novos mísseis norte-coreanos

Especialistas do Ministério da Defesa Japonês, após analisarem as trajetórias de voo, chegaram a conclusão que os novos mísseis norte-coreanos voam baixo, enquanto sua trajetória não é própria de mísseis balísticos. Isto torna a interceptação consideravelmente difícil.

Paralelo à esta análise, especialistas norte-americanos e sul-coreanos concluíram que os mísseis caíram a cerca de 600 km da área de lançamento, o que leva o Ministério da Defesa do Japão acreditar que os mísseis podem alcançar o território do país.

Na sexta-feira (26), a agência central de notícias da Coreia do Norte informou sobre os lançamentos feitos na quinta-feira (25), indicando que a “nova arma tática controlável” é capaz de voar a baixa altitude e mudar de trajetória, dificultando sua interceptação.

Considerando os fatos, o “Japão pretende desenvolver, em cooperação com os EUA, um plano de contramedidas”, revelou o canal NHK. Na quinta-feira (25), foram realizados dois lançamentos de mísseis a partir da cidade portuária norte-coreana de Wonsan.

Os mísseis caíram no mar do Japão após percorrer 600 km, sem atingir a zona econômica exclusiva (ZZE) do Japão. Segundo algumas fontes militares, este pode ser o mesmo tipo de mísseis que a Coreia do Norte disparou em 9 de maio.

Eles são classificados condicionalmente como de classe KN23. A maioria dos especialistas considera esta categoria como mísseis balísticos de curto alcance. Naquela vez, os mísseis percorreram de 270 a 420 km a partir do ponto de lançamento, enquanto a altitude máxima de voo foi de 50 km.

Ao mesmo tempo, considerando as diferenças de alcance de voo dos KN23 e dos recentes lançados, o Comitê Unido de Comandantes de Estado-Maior da Coreia do Sul acredita que o lançamento foi um teste de um novo míssil.

  • Com agências internacionais




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