Ministério da Defesa do Reino Unido confirma que caças F-35 realizaram seus primeiros ataques

Os ataques contra o ISIS foram realizado por caças do esquadrão 617 “The Dambusters”, da RAF, e do "Wake Island Avengers" (VMFA) 211 dos Marines

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Caças F-35B Lightning II da RAF realizaram surtidas em apoio à Operação SHADER em todo o Oriente Médio. Foto do MoD

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Caças F-35B Lighting II da Real Força Aérea Britânica (RAF) e do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA (Marines) tiveram seu batismo de fogo, ao realizarem nesta terça feira (21) as primeiras missões de ataque contra o grupo ISIS, a partir do porta-aviões HMS Queen Elizabeth (R08), da Marinha Real Britânica (RN), conforme nota do Ministério da Defesa do Reino Unido (MoD).

Os F-35s do esquadrão 617 “The Dambusters”, da RAF voaram em operações de combate em apoio a Operação Shader, e os dos EUA, na Operação Inherent Resolve, de acordo com comunicado do MoD.  Os “Wake Island Avengers” do Fighter Attack Squadron (VMFA) 211 dos Marines, também tomaram parte das missões de ataque, segundo um oficial do serviço.

“O envolvimento do porta-aviões HMS Queen Elizabeth e sua ala aérea nesta campanha, envia uma mensagem mais ampla. Demonstra a velocidade e agilidade com que um Grupo de Batalha, liderado pelo Reino Unido, pode injetar poder de combate em qualquer operação, em qualquer lugar do mundo, oferecendo assim ao governo britânico e aos nossos aliados uma verdadeira escolha militar e política ”, falou o comandante do Grupo de Batalha Britânico, Commodore Steve Moorhouse.

Não foi especificado a localização das missões, ou dos alvos que foram atingidos. Em uma declaração na terça-feira (21), os Marines restringiram-se a dizer que, a ala aérea mista iniciou as operações de combate no dia 18 de junho.

“As aeronaves do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA apoiando OIR, a partir de um porta-aviões da RN, demonstram quão efetivamente interoperáveis ​​são nossas forças navais combinadas”, disse o representante dos EUA no CSG do Reino Unido, coronel Fuzileiro Simon Doran.

De acordo com a BBC, os ataque começaram em 2019, com caças F-35 B da RAF baseados no Chipre iniciando as operações anti-ISIS no Iraque e na Síria.

“A força relâmpago está mais uma vez em ação contra o Daesh, desta vez voando a partir de porta-aviões, o que marca o retorno da RN às operações de ataque marítimo pela primeira vez desde a campanha da Líbia, há uma década”, disse o comandante da ala aérea, capitão James Blackmore.

A missão de combate do Reino Unido, marca a primeira operação de ataque de um porta-aviões britânico desde a Operação Ellamy em 2011, que consistiu na contribuição de 10 navios Britânicos para a intervenção militar internacional na Líbia.

A operação também é a primeira vez que caças dos EUA, realizam um ataque a partir de um porta-aviões da RN desde 1943, na Segunda Guerra Mundial, na época os ataques saíram do porta-aviões HMS Vitorioso (R38) de acordo com o MoD.

O Grpo de Batalha do porta-aviões HMS Queen Elizabeth deixou o Reino Unido para sua missão, no dia 22 de maio com oito caças F-35B (RAF) e 10 F-35 (Marines) para uma operação de 28 semanas através do Mar Mediterrâneo e do Indo-Pacífico.

Durante este tempos a RN terá como escoltas do Grupo de Batalha, os contratorpedeiros Type 45 HMS Defensor e HMS Diamante, as fragatas Type 23 para guerra anti-submarino HMS Kent e HMS Richmond, do Auxiliares de Frota RFA Victoria e RFA Tidespring, e um submarino de ataque nuclear da classe Astute não especificado.

O grupo também inclui a fragata holandesa HNLMS Evertsen (F805) e o contratorpedeiro USS The Sullivans (DDG-68), da Marinha dos EUA.

  • Com agências internacionais


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