Ministério da Defesa envia equipamentos de respiração para apoio ao sistema de saúde do Amazonas

O INSPIRE é um respirador desenvolvido na parceria entre o Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo e a Universidade de São Paulo

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O Ministério da Defesa, por meio da Marinha do Brasil, está coordenando o envio de 40 (inicialmente 26, em seguida mais 14) equipamentos de respiração “INSPIRE” para Manaus, onde ficarão armazenados no Centro de Intendência da Marinha, para apoio ao sistema de saúde do Estado do Amazonas.

A ideia de desenvolver um ventilador pulmonar de baixo custo, livre de patente, de rápida produção e com insumos nacionais surgiu ainda em março. O Projeto do Ventilador Pulmonar Inspire foi criado com o objetivo de oferecer uma alternativa para suprir uma possível demanda emergencial do aparelho causada pela pandemia da covid-19.

Em abril, o projeto foi aprovado nas etapas finais de testes, realizadas com quatro pacientes do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. O respirador foi considerado aprovado em todos os modos de uso e não houve nenhum problema com os pacientes ventilados.

O projeto também tem a participação de pesquisadores de diversas unidades da USP e outras instituições, e conta com doações de parceiros da iniciativa privada. O aparelho foi registrado com uma licença open source, que permite a qualquer pessoa ou empresa acessar o protocolo de manufatura e fabricá-lo, bastando, para tanto, obter uma autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Parceria USP e Marinha

O convênio teve início em 1956, quando a Marinha decidiu se associar a uma grande universidade para que suas pesquisas na área de ciência e tecnologia fossem conduzidas por uma instituição acadêmica civil.

A parceria resultou na criação do primeiro curso de Engenharia Naval do país, oferecido pela Poli. Ao todo, já foram formados mais de 500 oficiais engenheiros para a Marinha e cerca de dois mil engenheiros navais civis.

As pesquisas desenvolvidas em conjunto resultaram na incorporação de inovações por parte da Marinha e de empresas que atuam no setor naval ou na região oceânica.

Entre os avanços obtidos estão o desenvolvimento do primeiro computador brasileiro, o Patinho Feio, ainda no começo da década de 1970; a evolução na área de construção de reatores e segurança nuclear; o avanço em automação e controle promovido pelo desenvolvimento de inovações necessárias para as fragatas e corvetas; e o conhecimento produzido pelo Tanque de Provas Numérico (TPN) e sua estrutura de simulação.



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