Ministério da Defesa incentiva formação de militares em cibernética

Durante evento no ComDciber, o diretor do Departamento de Ensino do Ministério da Defesa, general de divisão Paulo Roberto Viana Rabelo, disse esperar que as escolas de formação das Forças Armadas adotem o ensino desse tema

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O Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber), encerrou no dia 20 de maio, o ciclo de palestras do Seminário “A Defesa Cibernética e a Guerra do Futuro”. O evento foi realizado presencialmente, para participantes que estão na capital federal, e de forma remota, por videoconferência, aos demais membros.

O diretor do Departamento de Ensino do Ministério da Defesa, general de divisão Paulo Roberto Viana Rabelo, em suas palavras de encerramento agradeceu a todos e reforçou que a Pasta permanece na articulação de capacitações para os militares.

“Esperamos que as escolas de formação das Forças Armadas adotem o ensino desse tema e, assim, possamos avançar em uma área que é tão importante para a Defesa e Segurança Nacional”, comentou.

Por sua vez, o comandante do ComDCiber, general de divisão Héber Garcia Portella, considerou que o alto nível das palestras enriqueceu as percepções sobre os assuntos apresentados. “Os debates ampliaram nosso conhecimento na área de cibernética e aumentaram a nossa maturidade nesse tema”, enfatizou.

blankO encontro foi dividido em duas jornadas: uma, na quarta-feira (19), com palestras apresentadas pela manhã e pela tarde, e outra, no dia seguinte, no turno matutino. Dez palestrantes ministraram os temas para cerca de 250 pessoas, entre inscritos e não inscritos, que participaram de forma remota.

Uma das participantes do seminário foi a chefe dos cursos de pós-formação dos graduados da Diretoria de Ensino da Força Aérea Brasileira (FAB), Tenente Nancy Lima de Souza. Ela salientou que busca novos temas a serem incorporados no aperfeiçoamento de militares.

A Tenente reforçou que cibernética é essencial na formação deles. “Percebemos que a guerra do futuro já ocorre no presente, então é importante refletirmos o que a gente precisa agregar na formação de novos militares para melhorar e evoluir a Força Singular”, pontuou.

Palestras

No dia 20 de maio, os palestrantes apresentaram os temas: a guerra do futuro; infraestruturas críticas e a defesa nacional; a autoridade nacional de proteção de dados e sua atuação junto ao sistema militar de defesa cibernética; a inserção da capacidade cibernética nos planejamentos estratégico, operacional e tático nas operações conjuntas.

O chefe da Seção Exército do Futuro do Estado Maior do Exército (EME), Carlos Eduardo Fernandes, e o analista do mesmo departamento, coronel Marcelo Sabbá, abordaram as características dos conflitos futuros, as necessidades da Força Terrestre para lidar com esses cenários e a implantação da Seção Exército do Futuro no EME, em 2020.

blank“Já estamos visualizando o futuro e as capacidades necessárias para encarar os novos desafios, com pessoal altamente qualificado, armamento e equipamentos com alta tecnologia agregada”, enfatizou o Coronel Fernandes.

No primeiro dia do seminário, da 19 de maio, as palestras proferidas tiveram como temas: setor cibernético de defesa nacional; inteligência artificial, big data e cibernética; hacktivismo e crimes cibernéticos; e ameaça híbrida e operações conjuntas.

A capacitação foi direcionada a docentes das Escolas de Formação; Aperfeiçoamento; e de Altos Estudos das Forças Armadas; e a militares que atuam na área de cibernética e de ensino da Marinha, do Exército, da Aeronáutica e da Escola Superior de Guerra (ESG).

  • Por Mariana Alvarenga, Fotos: Antonio Oliveira. Via Centro de Comunicação Social da Defesa (CCOMSOD)