Ministério da Segurança Pública e a Força Aérea Brasileira selam acordo para uma maior vigilância nas fronteiras

Radar Ground Master GM 400 da Thalès. Foto Meramente Ilustrativa

Um acordo de cooperação entre, o Ministério da Segurança Pública e a Força Aérea Brasileira (FAB), foi assinado nesta última sexta-feira, dia 30, na Ala 5 (antiga Base Aérea de Campo Grande). Fora acertado o repasse de uma verba no valor de R$ 140 milhões para que a FAB compre três radares móveis, que irão ajudar na detecção de aeronaves utilizadas pelo narcotráfico, nas regiões de Corumbá, Ponta Porã e Porto Murtinho. Esta cooperação visa o combate ao tráfico aéreo da cocaína vinda da Bolívia, e permitirá a FAB uma economia de, no mínimo, R$ 50 milhões anuais com os voos de aeronaves-radar E-99.

Os equipamentos, irão acabar com os últimos “pontos cegos” no espaço aéreo brasileiro, já que a região de Mato Grosso do Sul será contemplada com os três radares aéreos de baixa altitude. Há anos, o governo do Estado manifesta a preocupação com as fronteiras com o Paraguai e a Bolívia. Segundo o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Luiz Rossato, os radares deverão “fechar as áreas cegas” da fronteira. “O uso desses radares nos auxiliará na missão de defender nosso território. Defender o espaço aéreo é importante. Até porque, como os acessos por via terrestre são difíceis, é mais fácil para os criminosos entrar com drogas no país por vias aéreas”, disse Rossato

O chefe da divisão de operações do Comando de Operações Aeroespaciais (Comae), coronel Luiz Claudio Macedo, ressaltou que os novos radares duram em média, 25 anos. Numa relação custo-benefício, eles são mais eficientes que as aeronaves-radar que atualmente fazem o serviço de monitoramento em baixa altitude. “O custo médio de manutenção destas aeronaves é de até R$ 50 milhões por ano, um valor que poderemos economizar a partir da instalação destes radares (…) Esses pontos cegos despertam preocupação e os radares vão permitir acompanhamento mais eficaz das fronteiras no combate ao tráfico de drogas e armas que irriga o crime organizado nos grandes centros”, explicou.

De acordo com Secretário Nacional de Segurança Pública, Brigadeiro João Tadeu Fiorentini, os radares vão garantir a vigilância aérea de até 5.000 pés (1.500 metros de altura). Em altitudes superiores o espaço brasileiro já é 100% protegido, segundo ele. “O recurso está garantido e os novos radares devem ser instalados em 2019, e os equipamentos vão funcionar 24 horas por dia” ressaltou. Durante a cerimônia de assinatura do convênio, o ministro da Segurança Pública afirmou que o repasse dos recursos à FAB surtirá efeito direto e imediato na segurança da população, “blindando” as fronteiras e “inibindo o tráfico de drogas e de armas”.

Ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e o comandante da Aeronáutica, Nivaldo Luiz Rossato, assinam parceria para repasse de verba à Força Aérea Brasileira – Antonio Cruz/Agência Brasil

“Este repasse, significa dizer que estamos fechando o espaço aéreo para o transporte criminoso (…) Porque sabemos que cada centavo será utilizado e multiplicado em termos de garantias e de [proteção] à soberania nacional”, disse Jungmann, acrescentando que, há tempos, a questão das fronteiras é uma preocupação nacional. “Temos cinco países vizinhos que são ou grandes produtores ou refinadores ou passagem de drogas. Substâncias que, quando ingressam por nossas fronteiras, se transformam em violência, em tragédia”.

O ministro, ressaltou que, após a aprovação, pelo Congresso Nacional, da Medida Provisória (MP) 846/18, o presidente da República, Michel Temer, deve sancionar, em breve, a lei que torna obrigatória a destinação de parte dos recursos arrecadados com loterias esportivas administradas pela Caixa para o Fundo Nacional de Segurança Pública, injetando cerca de R$ 2 bilhões no setor no próximo ano. Jungmann antecipou ainda que convênios semelhantes devem ser assinados também com o Exército e com a Marinha.

Com tecnologia francesa, mas produzidos no Brasil, os aparelhos serão capazes de identificar aeronaves clandestinas que voam a menos de 500 metros de altura do solo. “Significa dizer que estamos fechando o espaço aéreo para o transporte criminoso. Estes radares vão operar onde hoje temos espaços abertos. Defender o espaço aéreo é importante porque, como os acessos por via terrestre são difíceis, é mais fácil para os criminosos entrarem com drogas no País por vias aéreas”, explicou o secretário nacional de Segurança Pública, major-brigadeiro João Tadeu Fiorentini.

*Com informações de agências de notícias nacionais



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