Ministra da Defesa francesa diz que ‘não houve acidente nuclear’ durante incêndio em submarino

Google News

Um incêndio, que durou 14 horas, em um dos submarinos de ataque nuclear da Marinha Francesa, não chegou ao nível de um acidente nuclear pois foram tomadas medidas para proteger seu reator, revelou o ministro da Defesa no último sábado (13).

O submarino que está passando por processo de modernização na base naval de Toulon, quando o incêndio começou às 10h30 (8h30 GMT) na última sexta-feira (12), em um local difícil de acesso na parte da seção inferior do arco, disse um porta voz da marinha.

Foram necessários cerca de 100 bombeiros e 150 equipes de apoio para apagar o incêndio por volta da meia-noite (22h00 GMT), complementou o porta-voz.

“Houve um incêndio, mas não, não houve um acidente nuclear”, disse a ministra da Defesa, Florence Parly. A ministra acrescentou ainda que durante o incêndio “foram tomadas medidas na área traseira para proteger o compartimento do reator nuclear”.

A Marinha já havia dito que não houve vítimas nem risco de radiação porque o combustível nuclear havia sido removido durante a reforma de La Perle (The Pearl), um dos seis submarinos de ataque nuclear da França.

Já a extensão dos danos – e o que iniciou o incêndio – não foi esclarecida imediatamente, mas um funcionário do centro de reparos da Naval Group considerou o incidente “sério”.

Autoridades disseram que testes de poluição e radioatividade realizados por especialistas independentes não encontraram nada fora do comum. Mas a associação francesa de vigilância nuclear CRIIRAD ,disse que uma medida próxima descobriu que os níveis de radioatividade haviam oscilado em níveis baixos por algumas horas nos dias que antecederam o incêndio.

A ONG disse que o fenômeno “preocupante” pode ter várias explicações “, mas que” levantou questões “. Parly respondeu dizendo que “um elemento radioativo natural foi emitido em quantidades infinitesimais antes do incêndio”, acrescentando que mostrou que “temos um sistema de detecção extremamente sensível e eficaz”.

A ministra falou que uma análise de danos determinaria se o navio pode ser reparado, acrescentando que foi uma sorte que quase todo o equipamento do submarino não estivesse a bordo.

Uma investigação judicial e uma investigação técnica foram iniciadas. O submarino, que entrou em serviço em 1993, atracou em Toulon em janeiro para 18 meses de obras de modernização que o manterá operacional até o final da década.

O submarino, que pode mergulhar até 300 metros (985 pés) com uma tripulação de 70 pessoas, é um submarino de ataque usado para rastrear navios, escoltar porta-aviões, realizar missões de inteligência costeira e mobilizar forças especiais.

  • Com informações da agências AFP
  • Tradução e Adaptação: DefesaTV


Receba nossas notícias em tempo real nos seguindo pelos aplicativos de mensagem abaixo:

Assine nossa Newsletter


Receba todo final de tarde as últimas notícias do DefesaTV em seu e-mail, é de graça!

Assista nosso último episódio: