Ministro da Defesa Argentino é responsabilizado pela tragédia do ARA San Juan, segundo relatório

Uma comissão especial do parlamento Argentino colocou a responsabilidade do naufrágio do submarino ARA San Juan, ocorrido em 2017, no ministro da Defesa, Oscar Aguad, segundo noticiou a agência local Todo Noticias.

“Desde a perda de contato e comunicações com o navio, ficou evidenciada a falta de liderança em face da crise, a ocultação das circunstâncias da tragédia dos familiares da tripulação e da opinião pública, a demora em contratar uma empresa para buscar o navio, ofensas aos familiares e aos deputados da Comissão parlamentar e graves irregularidades no processo sumário, que revelam a clara responsabilidade política e administrativa de Aguad e dos seus funcionários mais próximos”, afirma o relatório.

Os deputados também avaliam de forma crítica as ações do presidente Argentino, Mauricio Macri, que, de acordo com eles, como comandante-em-chefe das Forças Armadas revelou um baixo nível de envolvimento na tragédia.

Além disso, a decisão de Macri em deixar o ministro da Defesa no cargo apesar da perda do submarino levantou perguntas na comissão. O submarino ARA San Juan perdeu o contato no dia 15 de novembro de 2017 no caminho para a base da Marinha de Mar del Plata.

No momento da última sessão, a tripulação informou sobre uma avaria a bordo da embarcação. O navio levava uma tripulação de 44 pessoas a bordo, inclusive a primeira mulher-submarinista na história da Argentina, Eliana Maria Krawczyk.

Os representantes das Forças Armadas relataram sobre uma explosão, que pode ter estado ligada com o desaparecimento do ARA San Juan. Em novembro de 2018, o submarino foi encontrado, com o casco deformado, no fundo do Atlântico; 500 Km da costa, a uma profundidade superior a 900 metros.

  • Com agências internacionais


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