Ministro da Defesa argentino visita fábrica da IVECO para conhecer linha de produção do Guarani

A visita coincide com o plano do Exército argentino de modernização de sua frota de veículos blindados

Fotos: Alexandre Manfrim

O ministro da Defesa argentino, Agustín Rossi, acompanhado de seu homólogo brasileiro, Fernando Azevedo, visitou no dia 26 de outubro a fábrica da Iveco Brasil, em Sete Lagoas, Minas Gerais, onde os dois ministros fizeram um tour pela linha de produção de veículos blindados Guarani.

A visita é vista de suma importância, pois coincide com o plano do Exército argentino de modernização de sua frota de veículos blindados. O ministro Agustín Rossi, falou do interesse de seu país no produto brasileiro. “É certo que o Exército argentino está com ideia de começar a completar sua frota de veículos blindados sobre rodas”, informou ele.

Entre as soluções que estão sendo consideradas, além da família de veículos Guarani, estão o GDLS Stryker e o Norinco VN-1. Essas plataformas são adequadas para as operações de segurança na Argentina contra cartéis de drogas, de tráfico ilegal e terroristas internacionais com laços na região.

Os veículos também serviriam para uma acentuada melhora na segurança de suas tropas que estão servindo em missões da ONU; uma área onde o país tem sido muito ativo.

A aquisição de novos veículos blindados também é vista como uma oportunidade de apoiar e incentivar suas indústrias automotiva e de defesa e assim poderem substituir as importações.

Eventualmente, isso apoiaria sua economia, que sofre com anos de austeridade econômica e, recentemente, com o impacto do COVID-19. De acordo com os Indicadores da empresa GlobalData, o PIB cairá 11,06%, tornando difícil para o Ministério da Defesa implementar seus planos de modernização.

Fotos: Alexandre Manfrim

Portanto, qualquer negociação com os candidatos terá como foco o trabalho que está sendo terceirizado para os fornecedores locais. Atualmente, existem 12 fábricas de veículos na Argentina de alguns dos maiores fabricantes mundiais.

As conversas também serão uma oportunidade para a ampliação das relações políticas e econômicas com os países manufatureiros em apoio a exportações adicionais, já que parte do veículo Guarani, como o motor e o chassi, são produzidos na fábrica da IVECO em Córdoba, na Argentina.

“Essa complementariedade é muito importante e fazendo um veículo comum para os dois países é um bom negócio. A Iveco está interessada em evoluir as negociações junto ao governo argentino e isso é ótimo para possibilidades de divisas e empregos para ambos os países”, disse o ministro da defesa brasileiro Fernando Azevedo.

Além disso, a Argentina presta especial atenção às suas relações com o Brasil, maior economia da América Latina e do Sul, e seu maior parceiro comercial à frente dos Estados Unidos e da China. Por outro lado, a Argentina é o terceiro maior parceiro do Brasil, atrás, mais uma vez, dos Estados Unidos e da China. 

Portanto, um acordo fortaleceria ainda mais os laços entre os dois países e apoiará a economia debilitada da Argentina, especialmente diante da redução das tarifas sobre os veículos da UE importados do Mercosul (acordo comercial dos países da América do Sul), o que aumentará significativamente a concorrência com os locais fabricantes e sua cadeia de abastecimento.



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