Ministro da Defesa de Portugal revela que “está em fase final de negociação” para aquisição de cinco aeronaves KC 390

Foto: Tereza Sobreira/MD

Numa audiência na comissão parlamentar de Defesa Nacional o ministro da Defesa de Portugal, João Gomes Cravinho, frisou que a compra das aeronaves KC-390 “está em fase final de negociação,” mas que “ainda não há um acordo final sobre”, sublinhando que o Governo não irá “avançar além do que foi estabelecido em termos de custos” na Lei de Programação Militar (LPM). “A Embraer sabe disso, é uma condicionante absoluta”, disse o ministro, que foi hoje ouvido na comissão de Defesa Nacional no âmbito do debate na especialidade da Lei de Programação Militar, aprovada em janeiro.

O ministro ressaltou que, o processo está na “fase pré-final de negociações” e manifestou a esperança de que “haja condições para uma decisão favorável nos próximos meses”. Após ter sido questionado por parlamentares, o ministro admitiu que comprar apenas quatro aeronaves baixaria o custo, mas frisou que essa opção não está em pauta. “O que está em jogo, é de não extrapolarmos ao limite financeiro neste momento é a aquisição de cinco”, disse. Sobre a compra dos KC-390, que irão substituir os já obsoletos C-130, o ministro declarou que “há avanços muito significativos no plano técnico e financeiro” e que decorre uma “pausa” para ver se o raciocínio estratégico que esteva na base da opção pela Embraer “ainda é sólido”.

À esquerda o ministro da Defesa Nacional (Pt), João Gomes Cravinho, revela que compra das aeronaves KC 390, “está em fase final de negociação”.

Quanto aos C-130, o ministro disse que está em andamento na OGMA um processo de modernização que “é limitado” mas permite que as aeronaves cumpram “algumas missões menos exigentes”, afastando a possibilidade de alienação daquelas aeronaves. O ministro adiantou ainda que, Portugal vai recorrer a financiamentos europeus para melhorar sua capacidade de combate a incêndios, mas no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR).

Questionado sobre a ausência de verbas na LPM para a modernização dos caças F-16, o ministro disse que as verbas serão provenientes do programa de alienação de algumas aeronaves à Roménia, num processo que “ainda não está concluído”. Seis novos Navios Patrulha Oceânicos, um Navio Polivalente Logístico, um Navio Reabastecedor, novos aviões de transporte tático, helicópteros de evacuação e equipamentos individuais aos soldados, são alguns dos principais projetos da LPM. Ao todo, entre novos e projetos de continuidade, a LPM prevê investimentos de € 4,7 bilhões, até 2030.

  • Com informações de agências de notícias de Portugal

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