Ministro da Defesa de Portugal se encontra com vice-presidente da Boeing durante o Paris Air Show

A união da Embraer com a Boeing trará novos projetos e uma maior dinâmica às fábricas de Évora que produzem componentes para aviões. Foi à análise feita pelo ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, no encontro que teve com o vice-presidente da Boeing, Marc Allen, durante o Paris Air Show.

Se os reguladores não colocarem objeções à compra da Embraer pela Boeing, as fábricas portuguesas deverão aumentar a intensidade de laboração, o que inclui a reavaliação do futuro das OGMA.

O próprio projeto das fábricas de Évora poderá ter um reforço, o que poderá levar a um aumento da produção de componentes destinados a novos modelos, segundo o ministro.

“Isto significa aumento de faturamento, maior volume de investimento e o reforço das contratações de pessoal, cujas perspetivas de curto prazo implicarão a contratação de mais 100 engenheiros”, admitiu o ministro. “Mas nos próximos quatro anos a Embraer-Boeing deverá contratar mais 500 engenheiros”, adianta João Gomes Cravinho.

O atual enquadramento industrial português “é adequado à captação de novos projetos do cluster aeronáutico, embora o processo de decisão de um novo investimento não seja imediato, pois implica sempre decisões que levam algum tempo a maturar”, refere o ministro.

Mesmo assim, as perspetivas de negócios são muito boas porque a fileira existente em Portugal permite ganhos de escala entre os vários fornecedores instalados no mercado nacional.

De imediato, Portugal tem o conforto de saber que os maiores construtores mundiais, a Airbus e a Embraer, compram componentes para os seus aviões às unidades fabris do setor existente em Portugal.

Além disso, se os reguladores derem luz verde à operação Boeing-Embraer, antes do fim do ano a Embraer passará a ser Boeing.

Portugal tem todas as condições para aumentar a sua importância no cluster aeronáutico – atualmente fornece componentes para aviões executivos, para a unidades da aviação comercial de médio curso e para projetos da aviação militar, como o recente KC390.

O contributo da indústria portuguesa para os aviões da Embraer centra-se no fabrico de componentes para o jato bimotor E2, com 140 lugares.

Tratam-se de “expectativas favoráveis”, como explica o ministro, recordando que a regulação ainda não se pronunciou sobre o negócio de compra da Embraer pela Boeing.

  • Com informações do Jornal Econômico (Pt)


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