Ministro da Defesa ressalta ações conjuntas de militares em operações no país

Foto: Alexandre Manfrim/MD

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo, disse nesta sexta-feira (22), que a participação em operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e em missões de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) contribuíram para que as Forças Armadas aprimorassem as ações conjuntas.

“Evoluímos muito nas operações conjuntas, particularmente com as missões de paz com o emprego de tropas, e com os grandes eventos, durante os quais foi necessária a operação conjunta das Forças Armadas junto com outras agências governamentais. Outro fator foram as operações de Garantia da Lei e da Ordem. Tudo isso nos fez evoluir”, disse Azevedo durante a comemoração dos nove anos de criação do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (Emcfa).

Instituído em 2010, o Emcfa tem a missão de promover e coordenar a interoperabilidade entre as Forças Armadas e assessorar o ministro da Defesa, planejando o emprego conjunto e integrado de efetivos da Aeronáutica, Exército e Marinha.

Desde 2011, o Emcfa já coordenou a Operação Ágata (contra crimes fronteiriços); a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20); a Copa das Confederações de 2013, disputada em seis cidades brasileiras; a Jornada Mundial da Juventude, que, em 2014, contou com a presença do Papa Francisco; entre várias outras ações.

As Forças Armadas também foram empregadas para Garantia da Lei e da Ordem em operações realizadas no Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Espírito Santo. Só este ano, as tropas já atuaram conjuntamente no combate às queimadas na Amazônia e na limpeza dos locais atingidos pelo óleo de origem desconhecida, que já poluiu o litoral dos noves estados do Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe) e parte do Espírito Santo, na região Sudeste.

Operações

O chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, tenente-brigadeiro Raul Botelho, citou as operações Verde Brasil, iniciada em 24 de agosto para combater crimes ambientais na Região Amazônica, e Amazônia Azul, de limpeza das praias, mangues, recifes e outros habitats atingidos pelo óleo que se espalha pelo litoral desde o fim de agosto, como exemplos da importância das ações conjuntas. Botelho também mencionou a Operação Acolhida, de recebimento de imigrantes venezuelanos.

“[Os resultados] Demonstram o papel primordial das Forças Armadas na coordenação das ações e no esforço para promover a integração entre as diversas agências governamentais que participaram dessas ações nos níveis federal, estaduais e municipais”, disse Botelho, destacando que a criação do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas adequou à estrutura do Ministério da Defesa ao exemplo de países que já tinham observado a necessidade de comando conjunto para otimizar o emprego da capacidade militar.

“Ao considerarmos as dimensões, riquezas e o potencial superlativo [do Brasil], verifica-se que há muito o que ser empreendido para sermos gigantes pela própria natureza”, disse o o chefe do Estado-Maior, parafraseando o Hino Nacional. “Todo o potencial desse gigante chamado Brasil deve ser suportado por uma capacidade de defesa nacional compatível com a estatura política e estratégica do país no concerto das Nações”, afirmou Botelho.

“O Emcfa vem estudando medidas de reestruturação para cumprir com mais dinamismo a lógica do emprego comum das Forças Armadas. Alguns países passaram anos discutindo o melhor desenho estrutural para o emprego de suas Forças Armadas. Não está sendo diferente para nosso Estado-Maior, que já vem ensaiando uma modificação na cadeia de comando político, estratégico e operacional com vistas ao melhor emprego dos meios disponíveis sobre as responsabilidades das Fas”, acrescentou.

  • Por: Alex Rodrigues / Agência Brasil