Missão brasileira para regatar nacionais na China fará uso de quatro aeronaves da Força Aérea Brasileira

Aviões da Força Aérea Brasileira decolam de Brasília para buscar brasileiros que estão em Wuhan, na China (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

As duas aeronaves VC-2 da Força Aérea Brasileira (FAB) que trarão, de volta ao Brasil, os 34 nacionais (brasileiros e parentes) que se encontram na cidade epicentro do surto de coronavírus, decolaram da Ala 1, em Brasília, por volta das 12h22. Além delas, a missão para retorno do grupo será composta por outras duas aeronaves de apoio Legacy que vão partir ainda nesta terça-feira (4).

Os Legacy´s irão levar tripulações de revezamento, porém essas duas outras aeronaves, ficarão em Varsóvia para troca de equipes de tripulação, devido ao limite de jornada de voo dos militares.

“As pessoas que vão embarcar na China estão sadias e sem evidência da doença. Na chegada ao Brasil, serão feitos exames para identificar quaisquer problemas”, disse o responsável pela missão, brigadeiro Damasceno.

Cada avião sai do Brasil com 18 tripulantes. Desses, sete são da área de saúde (seis médicos militares da FAB e um ligado ao Ministério da Saúde).  Antes de chegar à cidade destino, as aeronaves farão escala em Fortaleza, Las Palmas (Espanha), Varsóvia (Polônia) e Ürümqi (já na China). No retorno, as aeronaves passarão pelas mesmas cidades.

A previsão é que as aeronaves levem 62 horas no processo de ida e volta, sendo 47 horas de voo. Com isso, a chegada à China está prevista para amanhã (6) ao fim do dia (horário de Brasília). A chegada ao Brasil está prevista para sábado (8).

Cada aeronave também levará um equipamento de assistência médica chamado de “bolha”, em caso de necessidade de socorro. O comandante Damasceno, porém, diz que é baixa a probabilidade de uso, já que as pessoas não apresentam sintomas.

Antes do embarque, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, cumprimentou militares por participarem de uma “missão humanitária”.

Para ele, o governo deu uma resposta rápida ao pedido dos brasileiros. Inicialmente, porém, o governo informou que não havia intenção de buscar o grupo. A justificativa era a ausência de regras para quarentena no país.

Após retornarem ao Brasil, todos os resgatados, bem como a tripulação, passarão por uma quarentena de 18 dias na cidade de Anápolis (GO), seguindo protocolos e instruções oficiais visando à segurança de todos envolvidos.

  • Com informações de agências de notícias nacionais e Ministério da Defesa


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