NAM Atlântico da Marinha do Brasil alcançou 2 mil pousos em convôo (ADEREX-Aeronaval 2021)

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O feito foi alcançado em pouso de aproximação controlada noturna pela aeronave pertencente ao 2º Esquadrão de Helicópteros e Emprego Geral. Após dois anos e nove meses de incorporação à Marinha do Brasil, diversas conquistas operativas foram obtidas por meio desses 2 mil pousos, dentre elas, a aviação embarcada em navios aeródromos na Força Naval e a homologação do navio para operações aéreas noturnas com utilização do Óculos de Visão Noturna (OVN). Foto via Marinha do Brasil.

O Navio-Aeródromo Multipropósito (NAM) “Atlântico”, o Capitânia da Esquadra, alcançou a expressiva marca de 2.000 pousos em seu convoo, durante a comissão “ADEREX-Aeronaval/2021”. O feito foi alcançado em pouso de aproximação controlada noturna pela aeronave pertencente ao 2º Esquadrão de Helicópteros e Emprego Geral (EsqdHU-2).

Após dois anos e nove meses de incorporação à Marinha do Brasil, pode-se destacar diversas conquistas operativas obtidas por meio desses 2.000 mil pousos, dentre elas, o ressurgimento da aviação embarcada em navios aeródromos na Força Naval e a homologação do navio para operações aéreas noturnas com utilização do Óculos de Visão Noturna (OVN).

A interoperabilidade com aeronaves de outras Forças Armadas e o incremento na atividade de controle aéreo de interceptação, também contribuíram para novas capacidades operativas para a Esquadra.

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Sobre a operação ADEREX 2021

A Marinha iniciou, em 22 de março, as atividades da Operação “ADEREX-Aeronaval I/2021”, que envolve os meios do Comando da Força Aeronaval, além dos meios do Comando da Força de Superfície: Navio-Aeródromo Multipropósito (NAM) “Atlântico” e as Fragatas “Independência” e “União”, atuando na área compreendida entre as cidades do Rio de Janeiro e Cabo Frio (RJ).

A fim de contribuir para elevar o aprestamento dos meios navais e aeronavais da Esquadra, a “ADEREX – URANO/2021” será especialmente voltada para as operações aéreas. No dia 22 de março, o Navio-Aeródromo Multipropósito (NAM) “Atlântico” e as Fragatas “Independência” e “União” suspenderão com o propósito de empregar todos os meios necessários para auxiliar na preparação, qualificação e treinamento dos Esquadrões da Força Aeronaval. Ao final da missão, objetiva-se atingir elevados níveis de adestramento e prontidão dos meios e das equipes.

Durante os cinco dias de operação, que se estenderá até 26 de março, serão realizadas operações de esclarecimento e ataque, ações de superfície, aeronavais, de defesa aeroespacial, a fim de contribuir para elevar o grau de adestramento dos meios navais e aeronavais da Esquadra.

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Sobre o NAM Atlântico

O NAM “Atlântico” é um navio de assalto anfíbio, de tipo porta-helicópteros, pertencente à Marinha do Brasil.

A embarcação, originalmente chamada de HMS Ocean, foi construída pelo estaleiro Vickers e serviu por vinte anos na Marinha Real do Reino Unido, sendo vendida pelo governo britânico à Marinha do Brasil em fevereiro de 2018, quando recebeu a atual denominação, com sua reentrada no serviço ativo em junho de 2018.

Foi projetado para operações navais anfíbias, com ênfase em desembarque de tropas, principalmente os Royal Marines, e apoio com helicópteros de ataque e transporte.

Após muito se especular o nome, a Marinha do Brasil decidiu chamar o navio de Porta-Helicópteros Multipropósito (PHM) Atlântico, conforme publicação no Diário Oficial da União.

Em 12 de novembro de 2020, foi reclassificado como “Navio Aeródromo Multipropósito” para refletir sua capacidade de operar com aeronaves remotamente pilotadas.

Abaixo, vídeo ilustrativo da ADEREX 2018:

  • Fonte: Marinha do Brasil.