O Brasil deve criar bombas nucleares!

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As armas nucleares são dispositivos projetados para desencadear vultosa dispersão de energia explosiva como resultado da fissão nuclear, fusão nuclear ou uma combinação dos dois processos.

Em seu mais íntimo conceito, as armas de fissão são comumente chamadas de bombas atômicas, as de fusão são conhecidas como bombas termonucleares ou de bombas de hidrogênio.

O estado de controle regional que uma nação detentora de meios nucleares de destruição em massa possui é o que a torna dissuasora, ou seja, dissuadir adversários em potencial de embarcar em programas ou atividades que possam ameaçar interesses vitais, como desenvolver ou adquirir capacidades nucleares ou a incursão sobre territórios, como a Rússia e EUA vêm desenvolvendo ao longo dos anos.

Entretanto, para defender os interesses próprios, sejam econômicos, territoriais ou políticos, um país precisa mais do que Forças Armadas bem preparadas em número e em recursos tecnológicos, a chave é o desenvolvimento de dispositivos nucleares.

É com base nestes preceitos que surgiu uma ideia legislativa sobre a criação de uma bomba nuclear no Brasil. Esta proposta precisava ser votada por mais de 20 mil apoiadores para ser encaminhada ao Senado Federal. A ideia legislativa estabelece que as Forças Armadas Brasileiras necessitam da bomba nuclear para dissuadir interferência estrangeira em nosso território nacional, e defender uma das regiões mais importantes, a Amazônia.

Graças ao esforço de muitos colaboradores pelo Brasil, a ideia teve a aprovação de mais de 20 mil indivíduos, e agora será pautada futuramente no Senado. Em 20 de junho de 1997, o presidente Fernando Henrique Cardoso submeteu o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) ao Congresso brasileiro para ratificação, quase 20 anos depois de o tratado ter sido aberto.

Anteriormente, junto com a Argentina, e a partir do programa de ação exposto na Declaração de Foz de Iguaçu, o Brasil renunciou ao desenvolvimento do artefato nuclear explosivo, criou um sistema de inspeção bilateral; aderiu plenamente ao Tratado de Tlatelolco, que estabelece uma zona livre de armas nucleares na América Latina; e negociou um acordo comum de salvaguardas com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

A ratificação não foi bem recebida por especialistas na época. Segundo Luiz Pinguelli Rosa, professor da UFRJ e membro da Sociedade Brasileira de Física Nuclear, o Brasil se colocou em condição “humilhante e subserviente” ao aceitar o tratado sem obter contrapartidas das potências nucleares.

Os defensores da não adesão ao desenvolvimento de dispositivos nucleares querem ainda que a nação brasileira assine o protocolo adicional do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), um instrumento que amplia a capacidade da Agência Internacional de Energia em inspecionar o programa nuclear dos países para verificar se as obrigações contidas no TNP estão sendo respeitadas pelos signatários, tal ação abre espaço para o risco de vazamento de segredos industriais.

Mas caso o Brasil ingressasse no desenvolvimento de armas nucleares, o que seria preciso? É preciso muitas coisas, entre elas o enriquecimento de urânio a patamares de 90%. São os estágios iniciais de enriquecimento que consomem mais energia e o processo se torna mais fácil no futuro. Os dados da indústria mostram que mais da metade do esforço necessário para enriquecer urânio a 90% é gasto na obtenção de 0,7% a 4%.

Assim, quando o enriquecimento chega a 20%, considerado o limite e material “altamente enriquecido”, cerca de 90% do esforço em energia para se obter o urânio para armas nucleares já estaria concluído.

O processo de enriquecimento de urânio adotado no Brasil é a centrifugação. Coloca-se a substância UF6 em forma gasosa num cilindro posto a girar em alta velocidade. As moléculas correspondentes ao isótopo 238U, mais pesado, tendem a se posicionar na periferia do cilindro girante.

Separa-se o gás concentrado nesta região central, já parcialmente enriquecido, e com ele repete-se o processo centrífugo aumentando a proporção, digamos, para 0,9%, e assim por diante. Neste ritmo, depois de uma meia centena de ciclos, chega-se à proporção desejada de 5% para fins pacíficos na geração de energia e pesquisa nuclear.

No entanto, gasta-se energia elétrica para fazer girar o cilindro. É necessário otimizar este processo de centrifugação, sob pena de se gastar mais energia elétrica do que aquela que se vai gerar com o produto final.

Após anos de dependência de importação dos produtos enriquecidos, o Brasil desenvolveu por conta própria uma tecnologia, e seguindo o exemplo de outros países, esta tecnologia brasileira está sendo mantida em segredo.

Com essa tecnologia aliada ao processo de centrifugação brasileiro torna possível a criação de urânio a 90% e posteriormente o desenvolvimento de um artefato nuclear.

Segundo a Fiocruz, qualquer centrífuga simples, do tipo usado corriqueiramente para separar resíduos em geral, pode ser usada para este fim, desde que se tenha acesso ao urânio natural, à energia elétrica suficiente para a operação, e muita paciência, ou seja, quanto maior o número de centrífugas mais otimizado será o processo, mas é caro e demanda energia.

A tecnologia brasileira é única, um dos motivos do Brasil não aderir a tratados mais restritos das grandes potências, escapando das espionagens industriais.

Em 29 de novembro de 2019, o presidente Jair Bolsonaro inaugurou da 8ª cascata de ultracentrífugas na Fábrica de Combustível Nuclear (FCN), em Resende (RJ), pertencente à estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB). Essa cascata de ultracentrífugas aumentará em 20% a produção de urânio enriquecido no país, sendo possível produzir 60% do necessário para abastecer a usina nuclear de Angra 1.

A tecnologia de enriquecimento do urânio pelo processo da ultracentrifugação foi desenvolvida no Brasil pelo Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP), em parceria com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), órgão ligado à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), condição que oferta urânio enriquecido a 5%, a etapa mais árdua e com altos gastos de elementos, entretanto, o Brasil possui alta capacidade de infraestrutura em tecnologias secretas para desenvolver urânios de alta energia e compatíveis com o desenvolvimento de ogivas nucleares que poderiam ser acopladas em mísseis e foguetes, um salto que tornaria o Brasil líder bélico na América Latina, afastando qualquer tentativa de invasão ou sabotagem estrangeira em todo o imenso território brasileiro.

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