O INIMIGO INVISÍVEL – Keydna Alves Lima Carneiro – TC PMCE

O INIMIGO INVISÍVEL.

Atenção: esse é apenas o meu ponto de vista, estaria certa ou, redondamente, enganada? Te convido à reflexão.

Estamos no curso dos acontecimentos, o que se vive neste momento será contado por gerações…

A história do Brasil, no início do século passado, apresenta um evento que narra sobre um presidente que foi duramente criticado por uma “revolta popular”, decorrente de uma determinação de vacinação compulsória coletiva, idealizada por um médico sanitarista que ficou conhecido como “inimigo do povo”. Este acontecimento é conhecido por “revolta da vacina”. Tempos depois, o anteriormente apontado “inimigo do povo” tornou-se o brilhante e consagrado médico e cientista Oswaldo Cruz, responsável pela erradicação da varíola e impactos na malária e na febre amarela.

Atualmente, nosso país vive uma condição às avessas… O país parou, melhor; a Terra parou, mantendo suas populações enclausuradas, amedrontadas por inimigo invisível, aguardando uma vacina. Agora, sabe o que é estranho?

Sei que em muitas famílias, ao longo da vida se ouve a frase: “bota este menino no chão, ele precisa ganhar imunidade!”… Lembro, agora, de meu filho, nos primeiros meses de vida, quando foi para creche, era um dia lá, uma semana em casa, mas é exatamente assim que deveria ser, pois seu sistema imunitário estava sendo fortalecido. Adoecia, curava, adoecia, curava… este é o curso de todas nossas vidas.

Reporto lembranças a dados oficiais de mais de 60 mil mortos por ano, há bem pouco tempo, no nosso país, mais, o Conselho Federal de Medicina, em 2019, apontou que a cada “uma hora, cinco pessoas morrem de trânsito no Brasil”.

Não sei se vocês conhecem o site: “worldometers” (marquei fotos dele neste relato), os dados de hoje são: (trago só alguns para inferir:)

Nestes três meses já tivemos mais de 3 milhões de mortos por doenças contagiosas, mais de 9 milhões de aborto, mais de 72 mil mães que morreram no parto, mais de 390 mil por aids, mais de 250 mil suicídios, mais de um milhão mortas por cigarro, mais de um milhão de crianças mortas com menos de 5 anos… (detalhe: se vc tiver curiosidade de conferir, quando vc for analisar, meus dados já estarão defasados porque os números sobem de segundo a segundo).

Vc já deve pensar que sou uma estatística fria e desumana, mas deixa eu te surpreender, sou policial e muuito emocional. Faço menção, que ao longo de minha carreira, perdi as contas de quantos corpos me deparei em variadas ocorrências e chamados… centenas, milhares… quando o rádio narrava mais “um achado de cadáver” e me deslocava, de princípio era, apenas, mais um atendimento profissional, técnico (como deveria ser), mas só bastava aparecer uma pessoa da família da vítima, que aquele “corpo”, passava a ser meu também, sabe por quê? Porque a história daquele desconhecido “entrava” na minha própria história, refletida pelas lágrimas daquele que chorava.

O que tem acontecido no Brasil (no mundo) é que a imprensa tem nos feito testemunha de cada corpo que falece no globo e que somatizado por um medo de um inimigo que não vê, acho que entramos em transe. Gostaria de acordar para a racionalidade!

Muitos questionamentos nos surgem:

1. Vamos morrer?
2. Vou perder alguém que amo?
3. Isto é um terrorismo biológico?
4. Estamos presenciando um golpe global para derrubar a economia de vários países?
5. Necessário “fechar tudo”?
6. Será que todas estas mortes são de corona,mesmo?
.. …
Aprendi no Direito que para o exercício da minha profissão deveria usar ditames do “uso progressivo da força”, então por que não estamos raciocinando assim nas medidas do coronavírus?

Resguardar os idosos, proteger as pessoas mais frágeis em imunidades, analisando-se que este vírus ataca, principalmente, o sistema respiratório, além de fortalecer as condições de higiene em casa e, também, no trabalho, porque, sinceramente, precisamos resgatar nossas vidas!

É óbvio que isto é novo, desconhecido, mais é só mais um de tantos outros que advirão e nos ajudarão a nos imunizar e sairemos com organismos mais fortalecidos.

A história (como dizem) sempre se repete. Pela internet é fácil encontrar vídeos de 2009, que relatam os acontecimentos da H1N1 no Brasil e pelo mundo…

Tenho um amigo, que certa vez me contou que numa viagem à Polônia, achou diferente a pouca falta de cumprimento (toques) e até, no troco de dinheiro, numa simples compra, o caixa punha o valor do troco num pires e só depois o comprador recebia. Surpreso, ele perguntou a outro amigo que o acompanhava: “Por que o pires?”, o amigo nativo respondeu: “A Polônia é um país que vem de muitas guerras, doenças e recessões”, o toque (falta) vem desses cuidados e costumes.

Toco, agora, num ponto que muito mais me preocupa, estamos acabando o sustento de milhares e milhares de pessoas no mundo! O que estamos procurando? Um exército vencido de miseráveis? Somem-se milhares de mortos por fome, depressão, brigas em família, inúmeros poderiam ser as causas a exemplificar neste instante…

Trabalhando na Polícia, conheci a fundo a vida nas comunidades… pessoas humildes, trabalhadoras, vivendo em casas pequenas, coabitando com quatro, cinco, seis, sete, pessoas vivendo de salários(quando têm), outros, biscates, informalidades, que ganham todo dia, o seu pão daquele dia. Como devem estar essas pessoas agora? Suas cabeças, suas emoções, suas razões?

Não há milagres, nosso país não é os Estados Unidos que segue para uma aprovação de trilhões de dólares para suas recuperações, aqui caminhamos para o colapso econômico, todos perderemos e seremos os “espólios da guerra” de alguém.

Falam que devemos proteger os vulneráveis, mas como vamos proteger os vulneráveis, se os que os protegem não terão mais condições financeiras, humanas para lhes fornecerem o básico: comida, medicamento, dignidade?

Outro fato a ser lembrado são os dados envolvendo populações idosas no planeta, num site da Escola Educação: Japão, Itália, Grécia, Alemanha, Portugal, Filândia, Bulgária, Suécia, Letônia, Malta, França, Dinamarca, Croácia, Estônia, Lituânia, Espanha, Austria, Bélgica, Países Baixios, Rep. Checa (20 países em ordem decrescente). O nosso país tem uma pirâmide etária diferente e não se encaixa neste perfil…

Keydna Alves Lima Carneiro – TC PMCE

*O final deste acontecimento, veremos nos livros de história.

Enviado por:

José Ananias Duarte Frota- Cel QOBM RR
Membro do Conselho Nacional  de Proteção e Defesa Civil-CONPDEC-SEDEC/MI
Assessor de Pesquisa e Estudos Técnicos do Conselho Nacional de Gestores Estaduais de Proteção e Defesa Civil-CONGEPDEC
 
Não importa a direção do vento, o importante é ajustar as velas!(parafraseado)


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