O nascimento do Brasil República

Para entender o acontecimento, é necessário analisar cenários e algumas das figuras que lutaram para que o fim da monarquia constitucional no Brasil fosse concretizada

Foto: Proclamação da República. Pintura óleo sobre tela. Benedito Calixto, 1893.

Diversos foram os eventos antecedentes à queda da Monarquia! O reinado de D. Pedro II já passava por crises de motivações diversas, desde 1870, que levaram parcela da população ao desejo de transformar o Brasil em uma República.

Podemos montar o mosaico, elencando, entre outros, o término da Guerra da Tríplice Aliança, a fundação do Partido Republicano em Itu, a Questão Religiosa e a Abolição da Escravatura. Foi só em 15 de novembro de 1889, que ocorreu o evento que mudaria para sempre a História do País: a Proclamação da República.

Todavia, para entender como se deu o acontecimento, é necessário analisar os cenários e algumas das figuras que lutaram para que o fim da monarquia constitucional no Brasil fosse possível.

No Clube Militar, a partir do final da década de 80 do século XIX, tornaram-se rotineiras reuniões entre membros da diretoria e associados, buscando encontrar soluções políticas que contribuíssem para um futuro promissor do País.

Em uma dessas ocasiões, precisamente em 9 de novembro de 1889, o militar e professor Benjamin Constant foi aclamado pela assembleia para decidir os próximos passos que seriam tomados para a mudança de regime. Tudo se passou rapidamente!

Em documento, ele declarou no dia 11 de novembro: “Nós, os brasileiros, nos achamos num desses momentos em que o despotismo persegue o povo e a classe militar que com ele fraterniza. Está provado que a Monarquia no Brasil é incompatível com um regime de liberdade política. Para que a intervenção do Exército se legitime aos olhos da Nação e pelo julgamento de nossas próprias consciências, é necessário que a sua ação se dirija à destruição da Monarquia e proclamação da República, recolhendo-se em seguida aos seus quartéis e entregando o governo ao poder civil.”

Outra figura de extrema importância foi Marechal Deodoro da Fonseca, que viria a ser o responsável pela Proclamação da República e primeiro presidente republicano.

O laureado chefe militar já havia demonstrado discordar das decisões monárquicas anteriormente, quando, após ajudar a fundar o Clube Militar em 1887, endereçou à Princesa Isabel uma petição, solicitando que o Exército não exercesse mais a função de “capitão do mato”, colaborando na captura de escravos foragidos.

Durante seu governo, foi criado o Código Penal e, também, a primeira Constituição republicana, que estabelecia que as eleições no País fossem diretas, sendo o presidente e seu vice eleitos pelo voto popular, revolucionando a História do Brasil.

Muitos documentos importantes e que compõem esse momento da vida dos brasileiros podem ser encontrados no acervo do Clube Militar nos dias atuais.

A Instituição, cognominada A Casa da República, possui uma exposição permanente e gratuita para visitação em sua Sede, localizada no Centro da Cidade do Rio de Janeiro. Por conta da pandemia, a visitação está sendo feita por meio de agendamento.

  • Fonte e Foto: Clube Militar 


Receba nossas notícias em tempo real nos seguindo pelos aplicativos de mensagem abaixo:

Assine nossa Newsletter


Receba todo final de tarde as últimas notícias do DefesaTV em seu e-mail, é de graça!

Assista nosso último episódio: