O Papel da Segurança Aeroportuária e as Ameaças Invisíveis.

A Aviação Civil e a atual ameaça do COVID19 (Coronavirus).

Muitos de nós ao pensarmos em viajar de férias ou a trabalho, pensamos em voar, ir a um aeroporto passar pelos tramites de embarque, escolher a poltrona, afivelar o cinto e voar como os pássaros. Outros sequer passam pela mente voar. Seja como for voar hoje em dia já não é “coisa de rico” é tão comum e normal como pegar um ônibus em qualquer rodoviária do país.

Uma pesquisa da Confederação Nacional do Transporte – CNT, aponta que entre 2000 e 2014 houve um aumento de 210% no fluxo de pessoas que optaram por usar a aviação civil como meio de transporte. O crescimento do número de passageiros transportados foi de 210,8% entre os anos 2000 (32,92 milhões de pessoas por ano) e 2014 (102,32 milhões de passageiros). O levantamento ressalta os preços das passagens aéreas como impulsionador das viagens: houve uma redução de 43,1% nas tarifas nos últimos 12 anos. A meta do governo é transportar 600 milhões de pessoas até 2034. Mas os que estes dados e números mostram além de melhora da qualidade de vida do Brasileiro?

Mostram que além de nosso IDH ter melhorado, que a segurança deve ser uma preocupação maior do que as demandas anteriores com relação não somente a possibilidade de terrorismo; primeira situação que vem a mente ao se falar em segurança na aviação, mas também  com relação ao fluxo continuo e diversificado de pessoas que são oriundas de inúmeros pontos do globo de variadas situações sócio econômicas e culturais bem como de locais onde podem ser ou ter origem surtos de doenças já controladas ou erradicadas aqui no Brasil bem como outras doenças ou patógenos que não existem por aqui.

A segurança da aviação tem um papel fundamental como barreira de controle e acesso de todo tipo de ameaça em um determinado país, no caso o Brasil. É nesta barreira que são verificadas e barradas pessoas, cargas e porque não dizer doenças transportadas por pessoas e ou gêneros alimentícios “in natura”.

Existem diversas vertentes desta forma de segurança, tanto para quem parte, como para quem chega, barreiras fitossanitárias, alfandegárias, policiais e médicas. Nestas etapas atuam pessoas treinadas e focadas na localização e identificação destas ameaças.

Temos atuando em nossos aeroportos, agentes de segurança treinados ou vigilantes capacitados para tal atividade, e em outro níveis ou esferas temos outros órgãos de segurança que atuam em sintonia com os demais, pois cada grupo ou setor apesar de atuar em escalas e níveis diferentes todos respondem a um plano de segurança único e todos são partes da barreira criada para proteger não somente os passageiros, funcionários e frequentadores destes locais como também o que está ao lado de fora das portas dos aeroportos Brasil a fora.

Na atual situação onde nos encontramos, a ameaça da vez é um patógeno da família dos Coronavirus, nomeado de COVID19, para entender esta ameaça precisamos saber o que é o COVID19.

Os coronavírus (CoV) são uma grande família viral, conhecidos desde meados dos anos 1960, que causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais. Geralmente, infecções por coronavírus causam doenças respiratórias leves a moderada, semelhantes a um resfriado comum. A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem. Os coronavírus comuns que infectam humanos são alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

Os coronavírus humanos comuns causam infecções respiratórias brandas á moderadas de curta duração. Os sintomas podem envolver coriza, tosse, dor de garganta e febre. Esses vírus algumas vezes podem causar infecção das vias respiratórias inferiores, como pneumonia. Esse quadro é mais comum em pessoas com doenças cardiopulmonares, com sistema imunológico comprometido ou em idosos.

O MERS-CoV, assim como o SARS-CoV, causam infecções graves. Para maiores informações sobre as manifestações clínicas do MERS-CoV, acesse a página sobre MERS-CoV.

Período de incubação de 2 a 14 dias e o Período de Transmissibilidade de uma forma geral, a transmissão viral ocorre apenas enquanto persistirem os sintomas. É possível à transmissão viral após a resolução dos sintomas, mas a duração do período de transmissibilidade é desconhecida para o SARS-CoV e o MERS-CoV. Durante o período de incubação e casos assintomáticos não são contagiosos.

A Transmissão inter-humana os coronavírus são transmitidos de pessoa a pessoa, incluindo os SARS-CoV, porém sem transmissão sustentada. Com relação ao MERS-CoV, existem a OMS considera que há atualmente evidência bem documentada de transmissão de pessoa a pessoa, porém sem evidências de que ocorra transmissão sustentada. O Modo de Transmissão de uma forma geral, a principal forma de transmissão dos coronavírus se dá por contato próximo* de pessoa a pessoa.

A maioria dos coronavírus geralmente infectam apenas uma espécie animal ou, pelo menos um pequeno número de espécies proximamente relacionadas. Porém, alguns coronavírus, como o SARS-CoV podem infectar pessoas e animais. O reservatório animal para o SARS-CoV é incerto, mas parece estar relacionado com morcegos. Também existe a probabilidade de haver um reservatório animal para o MERS-CoV que foi isolado de camelos e de morcegos.

* Definição de contato próximo pode ser qualquer pessoa que cuidou do paciente, incluindo profissionais de saúde ou membro da família; que tenha tido contato físico com o paciente; tenha permanecido no mesmo local que o paciente doente (ex.: morado junto ou visitado).

Os cuidados e a prevenção de acordo com Ministério da Saúde orientam cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (mascára cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).

Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizada precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

A prevenção ainda é o melhor negócio, prevenir é sempre melhor que remediar, A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulgou os procedimentos que serão adotados na preparação, orientação e controle para possíveis atendimentos de casos suspeitos de coronavírus (nCoV) em aeronaves no país.

O protocolo prevê que a aeronave após aterrissar não pode iniciar o desembarque, que dependerá de uma avaliação de uma equipe médica e das vigilâncias sanitárias da situação do passageiro a bordo suspeito da doença. Se o médico descartar o caso a bordo, o desembarque dos passageiros é liberado.

Caso a suspeita seja mantida, o passageiro doente é removido para um hospital de referência local e todos os demais passageiros deverão realizar uma entrevista com a vigilância epidemiológica para que possam ser monitorados, para o caso da suspeita ser confirmada posteriormente. A ANVISA ainda vai monitorar o trabalho de desinfecção da aeronave, descarte de resíduos e descarte de efluentes.

A ANVISA ainda criou um grupo de trabalho para acompanhar questões relacionadas ao novo coronavírus. A ação reforça medidas preventivas e de monitoramento da doença no Brasil. Desde a última sexta-feira (24), a agência passou a divulgar nos aeroportos internacionais do país, informes sonoros em português, inglês e mandarim sobre os sintomas do coronavírus, com orientações aos passageiros e dicas para evitar a transmissão de doenças.

Se você tiver febre, tosse ou dificuldade para respirar, dentro de um período de até 14 dias, após viagem para a China, você deve procurar a unidade de saúde mais próxima e informar a respeito da sua viagem;

Para proteger sua saúde, siga medidas simples, que podem evitar a transmissão de doenças:

Lave as mãos frequentemente com água e sabão. Se não tiver água e sabão, use álcool gel;

Cubra o nariz e a boca com lenço descartável ao tossir ou espirrar. Descarte o lenço no lixo e lave as mãos;

Evite aglomerações e ambientes fechados, procurando manter os ambientes ventilados;

Não compartilhe objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;

Procure o serviço de saúde mais próximo.

Segunda a Comissária e instrutora de formação de comissarios Fernanda Neves, estas informações abaixo são importantes.

ORIENTAÇÕES PARA AEROPORTOS

Recomendações da Anvisa devem ser seguidas por órgãos e trabalhadores que atuam no setor aeroportuário.

A vigilância sanitária é a primeira autoridade de saúde a ser informada sobre a existência de algum caso suspeito a bordo de aeronaves ou embarcações, sendo, portanto, responsável pelas primeiras medidas preventivas.

As ações preventivas seguem orientações do Centro de Operações de Emergência (COE) – Coronavírus, coordenado pelo Ministério da Saúde, e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

CASO SUSPEITO: O QUE ACONTECE NOS AVIÕES E AEROPORTOS?

A Anvisa tem várias orientações que devem ser seguidas por órgãos e trabalhadores que atuam em aeroportos e em aviões. Uma delas é a de que o comandante da aeronave comunique à autoridade sanitária se houver suspeita da doença no voo. Também é responsabilidade do comandante a adoção de medidas para isolar a pessoa dos demais viajantes.

Confira as principais orientações da Anvisa para a comunicação e atuação frente a casos suspeitos, de acordo com a competência de cada agente aeroportuário:

Comunidade aeroportuária

  • Informar ao COE do aeroporto qualquer caso suspeito, , seja passageiro, tripulante ou outra pessoa.

Centro de Operações de Emergências – COE do aeroporto

  • Acionar o Serviço Médico e informar o caso à Anvisa.
  • Comunicar à Receita Federal, Polícia Federal e Vigilância Agropecuária Internacional quando o caso estiver em área restrita no aeroporto.

Serviço Médico

  • Realizar o atendimento do caso, em conjunto com a autoridade sanitária.
  • Avaliar os critérios clínicos para enquadramento como caso suspeito, de acordo com a definição do Ministério da Saúde e da OMS.
  • Garantir que os profissionais de saúde usem equipamentos de proteção individual (EPIs) antes de realizar o atendimento.
  • Levar o caso suspeito ao posto médico ou local de triagem, em área restrita, evitando o trajeto por áreas com grande movimento de pessoas.

Administração aeroportuária

  • Disponibilizar área de triagem, em caso de necessidade de separação dos casos suspeitos.
  • Verificar junto à Polícia Federal e à Receita Federal a forma de efetuar o controle migratório e alfandegário do caso suspeito e das demais pessoas que tiveram contato com a pessoa.
  • Supervisionar e garantir a realização da limpeza e desinfecção de áreas e equipamentos sob sua responsabilidade, das ambulâncias e/ou ônibus empregados no transporte dos casos suspeitos.
  • Adotar medidas para o manejo do lixo e esgoto provenientes do atendimento.

Operadores de aeronaves

  • Fornecer a lista de viajantes com as informações solicitadas pela autoridade sanitária.
  • Acompanhar o passageiro isolado, com suspeita de caso, até o hospital referenciado, quando necessário e conforme orientação da autoridade sanitária.
  • Apoiar a autoridade sanitária na comunicação junto aos viajantes.
  • Impedir o embarque do caso detectado no momento do check-in ou nos portões de embarque, informando ao COE para que sejam adotadas as medidas necessárias.

Cada situação deverá ser criteriosamente avaliada e, quando for o caso, serão promovidas ações conjuntas pelas vigilâncias sanitária e epidemiológica, de acordo com o plano de contingência do aeroporto.

EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)

Os servidores da Anvisa, da Receita Federal, da Polícia Federal, da Vigilância Agropecuária Internacional e os trabalhadores que realizam abordagem em voos internacionais com viajantes provenientes da China devem:

  • Utilizar máscara cirúrgica, mesmo se não houver relato de caso suspeito.
  • Utilizar máscara cirúrgica, avental, óculos de proteção e luvas se houver relato de caso suspeito.

Os servidores e trabalhadores que realizam inspeção de bagagem acompanhada devem utilizar máscara cirúrgica e luvas. O uso de máscaras cirúrgicas também é recomendado para:

  • tripulantes de voos internacionais;
  • agentes portuários que atuam na conexão de aeronaves;
  • operadores de proteção da aviação civil (Apac); e
  • funcionários de lojas duty-free.

Para os trabalhadores que não têm contato direto com viajantes e tripulação de voos internacionais não há, no momento, recomendação de uso de equipamento de proteção individual (EPI).

RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA SERVIDORES, TRABALHADORES AEROPORTUÁRIOS E VIAJANTES

A Anvisa destaca que em qualquer situação, independentemente da indicação de uso de equipamentos de proteção ou não, os trabalhadores e viajantes devem sempre adotar medidas preventivas simples, tais como:

  • lavar frequentemente as mãos com água e sabonete;
  • usar gel alcoólico nas mãos quando não estiverem visivelmente sujas;
  • utilizar lenço descartável para higiene nasal;
  • cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
  • evitar tocar as mucosas dos olhos, nariz e boca;
  • lavar/higienizar as mãos após tossir ou espirrar.

APLICATIVO CORONAVÍRUS 

Diante da recente Emergência em Saúde Pública causada pelo Coronavírus (COVID-19), o Ministério da Economia divulga o aplicativo Coronavírus-SUS.

A ferramenta foi desenvolvida pelo Ministério da Saúde e fornece informações, dicas, mapa de unidades de saúde, além de uma avaliação rápida sobre a relação de sintomas relatados com a definição de caso suspeito do vírus.

ATENÇÃO: Reforçamos que as fontes de informação oficiais do Governo Federal disponibilizam dados qualificados e baseados em evidências capazes de dirimir dúvidas e combater eventuais equívocos sobre o tema.

Se porventura precisarem ou desejarem saber mais ou conversar sobre esta situação e outras, treinar e discutir temas de nossa área e afins entrem em contato.

Coluna – Segurança em Foco.

Fiquem bem e seguros, Sou Alexandre Martins e Fernanda….. e nos falamos em breve.

SP, 28/02/2020 – 15:00hs

 

Matéria assinada por:

Alexandre R. Martins

Fernanda Neves

Fontes:

Fotos – Internet

Referencias sobre a matéria:

https://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/coronavirus

http://www.saude.sp.gov.br/resources/cve-centro-de-vigilancia-epidemiologica/areas-de-vigilancia/doencas-de-transmissao-respiratoria/coronavirus.html

https://delboniauriemo.com.br/coronavirus

https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/cases-in-us.html

https://www.youtube.com/watch?v=W8zgKPnyxyc

https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/turismo/2015/11/11/interna_turismo,506012/numero-de-passageiros-aereos-cresceu-210-de-2000-a-2014-diz-cnt.shtml

https://g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2020/02/27/coronavirus-veja-perguntas-e-respostas.ghtml

http://www.presstur.com/empresas—negocios/aviacao/aeroportos-em-todo-o-mundo-tomam-precaucoes-contra-surto-de-coronavirus/

htts://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/coronavirus

https://www.youtube.com/watch?v=utdljdPNyCc

http://portal.anvisa.gov.br/coronavirus/noticias/-/asset_publisher/3WSYdp5mIC2e/content/coronavirus-confira-as-orientacoes-para-aeroportos/219201?inheritRedirect=false&redirect=http%3A%2F%2Fportal.anvisa.gov.br%2Fcoronavirus%2Fnoticias%3Fp_p_id%3D101_INSTANCE_3WSYdp5mIC2e%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3Dcolumn-2%26p_p_col_count%3D1

https://www.anac.gov.br/coronavirus/coronavirus-principais-informacoes

Sobre Cursos e Autor:

https://marsseguranca.wixsite.com/mars

Sites de Interesse:

ANAC – Agencia Nacional de Aviação Civil

https://www.anac.gov.br/

 Policia Federal:

http://www.pf.gov.br/

Câmara dos Deputados:

https://www.camara.leg.br/

Senado da Republica:

https://www12.senado.leg.br/hpsenado

CNGS:

https://cngsbr.org/

SESVESP:

https://www.sesvesp.com.br/

ABSEG:

http://www.abseg.org.br/

JusBrasil:

https://www.jusbrasil.com.br/home

Outros Sindicatos e Associações:

http://www.fetravesp.org.br/

http://cntv.org.br/

http://contrasp.org.br/

http://www.aerosp.org.br/

https://sna.org.br/

 

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